Voltar
a escrever não para ser lida, mas para ser amada.
Volta, vem viver outra vez ao meu
lado, não consigo dormir sem teu braço, pois meu corpo está acostumado... até
consigo, mas gosto mais de dormir de conchinha.
Nem sei quantas vezes já vi Voltar a
Morrer, mas nunca vou esquecer o que pensei na primeira vez que assisti: eita
povo pra ficar bonito em preto e branco.
Quase sempre em preto e branco é,
aliás, o nome do meu tumblr. Tumblr este que fiz, sem muito gosto ou vontade,
só pra ficar perto de gente querida que lá estava. Hoje, apegada, deixo de
frequentar com o coração apertado. Volto pra seara das palavras, mas fic(o)a
faltando um pedaço.
Mas, falava eu sobre Voltar a Morrer, outra coisa que continua me impressionando é que é um filme que usa bem os
recursos, nenhuma cena, palavra, ângulo ou ator é desperdiçado no processo. E,
principalmente, há precisão nas emoções. Nenhuma ausência, nenhum desperdício.
O desejo, o medo, a saudade, alguma crueldade, ternura, desprezo, amor.
A gente nunca volta pro mesmo lugar, nem
se banha no mesmo rio, tal e coisa, coisa e tal, mas a gente fecha o olho,
prende a respiração e mergulha na memória como se.
Tem um ponto a partir do qual não tem
volta. Uma linha imaginária, atrás da qual quem lá se posicionou é envolto em
névoa densa. Não é raiva, ódio, não é nem mesmo desprezo (embora seja ele,
rancoroso, quem acentue a linha, de vez em quando) é desparecimento. A pessoa
que lá chegou vai perdendo ,pra mim, materialidade. Esqueço sua voz, seu corpo,
seu nome, e vou esquecendo, como quem apaga, o que senti por ela.
Eu tinha coragem de. Tinha? Tenho. Acho. De outra vez um abraço, o mesmo, outro. De mais um beijo. E mais. E tantos. Fazer o que não sabia que devia ter feito só para, agora, poder dizer: volta pra mim, mesmo sabendo que não estou mais lá. Nem aqui, talvez.
A verdade é que ser amada me estragou. Caminho sem volta.








