Ontem eu revi o Rei Arthur de 2004 (sim, o filme é ruim) e, agora estou toda enrolada no tempo lendo o Derfel. Um dos poucos casos de causa e efeito comprovados nos seres humanos.
Um mês tão curtinho, umas contas tão grandes.
Vovó, pra que esse saco tão grande? Pra te aguentar melhor.
Evitando a condescendência, caindo na impaciência.
Às vezes, anseio ser um tantinho mais vingativa (ia escrever aspiro, mas a frase ficou feia #dessas)
Eu leio uma série policial que se
passa no futuro (não muito distante). Eve é uma policial que não tem memórias
precisas da infância, em que foi abusada e abandonada e cresceu no sistema. No
primeiro livro ela vai investigar um crime e se apaixona por um dos suspeitos.
Ele não é culpado, ajuda a desvendar o lance e eles se casam e a partir do
livro seguinte vemos Eve caçando seus criminosos e a relação deles como casal
(e ele é multimilionário e tal). Eu já li mais de 20 livros da série e já reli
os oito primeiros e uma coisa passou a me irritar. Eve é uma policial – e uma
pessoa – que aprecia a Lei. Mais do que isso, ela serve à Lei. Ela tem uma
ética rígida em relação a assassinatos e se compromete com a descoberta da
verdade e a prática do que pela Lei é a justiça. Roarke, o cara, também cresceu
da miséria, ficou rico em golpes e coisas assim e, mesmo que tenha colocado
todos seus negócios em ordem por causa de Eve, ele acha que a lei é flexível,
que existem ações fora da lei que são justificáveis, que ter é poder. O que tem
me irritado é que a série vai flexibilizando as posturas da Eve por causa do
relacionamento – até aí, ok, o amor, etc - mas todo mundo, seu capitão, sua
assistente, sua amiga, todo mundo mesmo, apoia e incentiva essa mudança. E a
própria narrativa é construída de forma a evidenciar que é um lucro pra
personagem, que é bom, que tudo bem passar por cima de certos direitos
individuais se é pra fazer o bem, por exemplo. A personagem admirável, forte,
inteligente, combativa passa, a partir de um certo momento na série, a usar,
precisar e mesmo depender do Roarke e seus recursos pra desvendar os crimes.
Fuen, fuen (mas vou seguir lendo, me apeguei).
Tentei ver Merli e Rita. Todo mundo diz que são ótimos e eu acredito. Mas não consegui passar do segundo ou terceiro episódio em nenhum dos dois.
A falta que um Freud faz.
A falta que um Freud faz.
Ainda sou: a Marquesa fala, em determinado
momento, que não casou de novo pra ninguém falar com ela em determinado tom.
Mais ainda, pra ninguém sequer achar que tinha o direito de. Além da óbvia identificação, o
que mais gosto dessa parte aí nem é o conteúdo em si, mas o reconhecimento de
quem somos, como funcionamos, qual nosso limite e desejo. Eu, por exemplo, não dou
explicações (ou ainda, muito raramente). Daí que, às vezes estou comentando em
posts de amigos e penso: porque mesmo estou me explicando? Apago tudo e vou ser
eu em outras bandas.
Uma coisa que eu acho engraçado é
criança de 10, 11 anos dizendo: “eu tive muita dificuldade de acreditar em mim
no passado”.
Inclusivamente sujidade.
A saudade, tal qual o amor, é um bichinho que rói, rói, rói...





