"o veneno mais confiável que existe é o tempo"
Uma amiga fez blog novo. Não como eu,
louca, faço às vezes: um a mais. Não. Ela deixou o antigo. Acabou. Desligou-se.
Eu estou aqui, admirando. É uma coragem escrever(se) de outra forma. Eu tenho
poucos apegos, mas livros e letras ainda são minha fronteira.
Eu já disse por aqui que gostaria de
andar deslizando, meio Audrey Hepburn. Tenho esta vontade de delicadeza. Nunca
serei. Guardem, sempre, os cristais.
Ando ausente da varanda. Mas, hoje,
depois da jogatina, ignorei Bobby Flay e fui espiar o céu, sem lua, sem
estrela, sem lembranças nem promessas. O escuro como o primeiro ou último
abraço. Às vezes eu tenho medo de não estar viva, mas nunca de morrer.
Faço cada vez menos coisas e sobra-me
cada vez menos tempo.
Refogar cebola é uma forma de poesia.
Preferi a história ao abraço. Aí, não
conto a história pra quase ninguém.
Eu sei, mas meu sono não sabe, que agora já é amanhã, que há muito a ser feito e que não é negociável.
Não sei se o nome certo é preguiça mas, atualmente, tenho tido mais prazer em reler e rever livros, filmes e séries, do que experimentar o novo.
Preciso de:
- uma sapatilha nova
- coragem
- um prato de nhoque
- sandália japonesa
- caixinhas de som
- um ombro
- tempo
- um link pra Trama Fantasma
Talvez eu mude o template e isso seja suficiente. Talvez.
Uma outra lista:
Orientações
- Projeto do Victor
- Agenda do PET
- Capacitação da PROGRAD (e o Dreher, cadê?)
- Projeto Luli que não chegou nem ao papel, quanto mais sair dele
Todo dia eu escuto o samba, sim, estou preparada pra ver a Mangueira entrar.









