Eu gosto de filme. Gosto de ir ao cinema ver filme. Gosto de ver filme na tv. Gosto de ver filme no computador. Não, ainda não cheguei no ponto de ver filme no celular, mas nunca digo nessa água não verei filme.
Gosto
da entrega de prêmios no Oscar. Jogo de
cartas marcadas. É indústria, não arte. Bando de velhos brancos dizendo do que
gostam. Um prêmio de confrades. Eu
sei, mas eu gosto mesmo assim. Inclusive, choro.
Por
isso é claro que quando saem os indicados ao prêmio eu corro pra ver o máximo
que consigo. Depois que me mudei ra cá ficou muito mais difícil ver os filmes
no cinema (poucas salas, esquema comercial, quase tudo dublado) mas a internet
e os amigos tem me ajudado a superar esses limites.
Modus
que estou me sentindo bem satisfeita com meu ritmo. Dos indicados a melhor filme, até agora, já vi Me chame pelo seu nome (meu favorito,
até já escrevi aqui sobre ele), "O destino de uma nação" (filme médio, mas atuação maravilhosa do Gary Oldman, Dunkirk (era meu favorito até ver Call me... um filme forte, de ritmo maravilhoso, com fotografia inebriante e uma
direção precisa que sabe mesclar o clima claustrofóbico da guerra com a
delicadeza de sermos humanos e bons), Lady Bird (não entendi porque gostaram tanto, mas tem boas interpretações e uma
excelente direção de atores), A forma da água (uma fábula um tanto óbvia, mas com imagens lindas, um coadjuvante
maravilhoso, uma protagonista expressiva e excelentes imagens), Três anúncios para o crime (um filme
meio perturbador, mas tem aquela vibe de legitimar violência individual que eu
não curto). Ainda preciso ver Corra! (tenho
lido boas críticas), Trama Fantasma (vou gostar, aposto) e The Post (já
comecei três vezes, parece meu tipo de filme, mas ainda não encontrei uma
legenda decente).
Na
categoria direção estou dividida na
torcida. Por uma lado gostaria que Greta vencesse por Lady Bird tanto por
reparação histórica como pelo incrível trabalho de direção de atores. Mas
também torço pelo Nolan porque Dunkirk é épico e avassalador e não seria
possível sem o equilíbrio sensível de quem o dirigiu. Mas, no fim das contas,
acho que quem vence é Guillermo Del Toro por A Forma da Água, que tem todo
aquele ar de “moral da história” convincente e aquele amor ao cinema
subliminar.
Entre os atores, acho que tem zero dúvida na categoria principal. Gary Oldman vai ganhar pelo seu Churchill impecável – e merece. Frances Mcdormand vai ganhar por Três Anúncios e, embora ela esteja realmente bem, não é minha favorita. Já vi todas as demais concorrentes (menos a Meryl, mas quem precisa ver pra saber que fez um trabalho incrível?) e minha predileção oscila entre a mudez expressiva de Sally Hawkins, a potência de Margot Robbie em Eu, Tonya e a impressionante caracterização juvenil de Saoirse Ronan (que eu amo desde Brooklyn). Para coadjuvantes, tenho nenhuma certeza. Ainda preciso ver Dafoe e Plummer em Projeto Flórida e Todo Dinheiro do Mundo pra poder chutar com mais convicção, embora a ficha da maioria esteja em dos coadjuvantes de Três Anúncios... Entre as mulheres coadjuvantes, torço muito pela Allison Janney de Eu, Tonya, já vi o trabalho da maior parte das concorrentes, só falta Lesley Manville; em Trama Fantasma.
Gostaria que Lady Bird ganhasse em roteiro original e Me chame pelo seu nome em roteiro adaptado. São dois filmes suaves, delicados, amorosos. Acho que roteiro original vai ser uma categoria decisiva pra ver pra onde sopra o vento no “Melhor Filme”, na disputa entre Três anúncios, Lady Bird e A Forma da Água.
Nas categorias “técnicas”, torço por Dunkirk em Fotografia, Me chame pelo seu nome em Melhor Canção, Victoria e Abdul em Figurino, O destino de uma nação em Maquiagem, Dunkirk nas duas categorias de Som, Planeta dos Macacos em Efeitos Visuais e em Montagem estou dividida entre Dunkirk e Eu, Tonya. Claro que minha torcida não significa nada, é só afeto mesmo.
Entre os candidatos azarões eu vi e gostei muito de Extraordinário e Mudbound. Vi e gostei (menos, embora) de Victoria e Abdul, Blade Runner, Logan e O Planeta dos Macacos. Vi e achei fuen A Bela e a Fera.
O que ainda preciso ver até o fim de fevereiro: Todo dinheiro do mundo, The Post (todo dia procuro uma legenda melhor); Corra! (devo ver este fim de semana); Trama Fantasma (help, universo); Kong, a ilha da caveira; A Grande Jogada, Projeto Flórida e Artista do Desastre (também já tenho os três). Quero muito ver o filme com o Danzel, mas parece que não vou encontrar. Não vi nenhuma das animações (a não ser a do Van Gogh) e nenhum dos estrangeiros, nem tenho esperança de ver antes da entrega dos prêmios.
Filme é um portal para mim mesma e para tudo que não sou, não fui, não serei. É espelho e miragem. Ninho e abismo. Viver é muito solitário. Assistir o Oscar é uma forma de diminuir distâncias e me sentir parte. Do quê? Não sei, vejo filmes para, quem sabe, um dia poder nomear.
Entre os atores, acho que tem zero dúvida na categoria principal. Gary Oldman vai ganhar pelo seu Churchill impecável – e merece. Frances Mcdormand vai ganhar por Três Anúncios e, embora ela esteja realmente bem, não é minha favorita. Já vi todas as demais concorrentes (menos a Meryl, mas quem precisa ver pra saber que fez um trabalho incrível?) e minha predileção oscila entre a mudez expressiva de Sally Hawkins, a potência de Margot Robbie em Eu, Tonya e a impressionante caracterização juvenil de Saoirse Ronan (que eu amo desde Brooklyn). Para coadjuvantes, tenho nenhuma certeza. Ainda preciso ver Dafoe e Plummer em Projeto Flórida e Todo Dinheiro do Mundo pra poder chutar com mais convicção, embora a ficha da maioria esteja em dos coadjuvantes de Três Anúncios... Entre as mulheres coadjuvantes, torço muito pela Allison Janney de Eu, Tonya, já vi o trabalho da maior parte das concorrentes, só falta Lesley Manville; em Trama Fantasma.
Gostaria que Lady Bird ganhasse em roteiro original e Me chame pelo seu nome em roteiro adaptado. São dois filmes suaves, delicados, amorosos. Acho que roteiro original vai ser uma categoria decisiva pra ver pra onde sopra o vento no “Melhor Filme”, na disputa entre Três anúncios, Lady Bird e A Forma da Água.
Nas categorias “técnicas”, torço por Dunkirk em Fotografia, Me chame pelo seu nome em Melhor Canção, Victoria e Abdul em Figurino, O destino de uma nação em Maquiagem, Dunkirk nas duas categorias de Som, Planeta dos Macacos em Efeitos Visuais e em Montagem estou dividida entre Dunkirk e Eu, Tonya. Claro que minha torcida não significa nada, é só afeto mesmo.
Entre os candidatos azarões eu vi e gostei muito de Extraordinário e Mudbound. Vi e gostei (menos, embora) de Victoria e Abdul, Blade Runner, Logan e O Planeta dos Macacos. Vi e achei fuen A Bela e a Fera.
O que ainda preciso ver até o fim de fevereiro: Todo dinheiro do mundo, The Post (todo dia procuro uma legenda melhor); Corra! (devo ver este fim de semana); Trama Fantasma (help, universo); Kong, a ilha da caveira; A Grande Jogada, Projeto Flórida e Artista do Desastre (também já tenho os três). Quero muito ver o filme com o Danzel, mas parece que não vou encontrar. Não vi nenhuma das animações (a não ser a do Van Gogh) e nenhum dos estrangeiros, nem tenho esperança de ver antes da entrega dos prêmios.
Filme é um portal para mim mesma e para tudo que não sou, não fui, não serei. É espelho e miragem. Ninho e abismo. Viver é muito solitário. Assistir o Oscar é uma forma de diminuir distâncias e me sentir parte. Do quê? Não sei, vejo filmes para, quem sabe, um dia poder nomear.









