Quando eu era pequena meus pais sempre alertavam: o
mundo não gira em torno do seu umbigo. Eles, obviamente, estavam certos. O
universo, o mundo, as outras pessoas, nada disso gira em volta do meu umbigo.
Mas o meu blog, sim. Estes dias estava papeando sobre o quanto gosto de listas. Achei que era uma boa forma de retomar as atividades borboletais.
- eu não faço
planos. A não ser de viagens;
- entre ser considerada
bonita e tomar água de coco, prefiro tomar água de coco;
- gostaria de me
livrar dos calombos da rosácea, mas nem todo dia lembro de passar o protetor
solar;
- não sei falar
nenhuma outra língua, mas me sinto incrivelmente confortável na Itália;
- nunca sei o
que responder quando me perguntam: mas porque você não quis ficar morando lá? Suspeito
que não entenderiam direito se eu dissesse que nunca quis morar em lugar algum;
- sou egoísta
demais pra ter um bicho de estimação;
- não gosto da
cor rosa nem uso agendas, mas estou usando um caderno com florezinhas rosas na
capa para anotar um bocado de compromissos;
- digo que não ligo muito pra certos símbolos, mas tô toda besta porque recebi a identidade funcional;
- acho estação
de trem uma coisa romântica (no sentido estrito);
- adoro filmes
de guerra e eles me reconectam com o humano;
- sinto saudades
de personagens da ficção;
- tenho preguiça
de explicar;
- tenho mais
preguiça ainda da naturalização da História, do futuro, do progresso, do
desenvolvimento tecnológico, etc;
- sou mais psi
que feminista;
- sou óbvia, gosto de canecas;
- gostaria muito de arrumar minha casa, comprar uns móveis, pintar umas paredes, ampliar a cozinha... acabo trocando tudo por passagens aéreas;
- saber que tem tanta coisa que não sei dá um gostinho de liberdade;
- gosto de pensar que, caso morasse em um lugar com inverno, teria vários casacos, inclusive um mostarda, mas rio lembrando que, por aqui, tenho uma sapatilha e uma bolsa que uso até o desgaste completo.
Tem uma porção de coisa que sinto mas, se escrevo,
soa tão pretensioso que encabulo.






