O mundo não é o que devia ser. Mas coisas que
nos aproximam ou se aproximam (de forma incompleta, que seja) de aspectos deste
mundo não podem, não devem ser mencionados, lembrados, que dirá comemorados,
porque ajuda a manter (????) o mundo como ele não deve ser. Essa é a lógica,
mas dizer que eu entendo, ah, não entendo não.
Tem muita coisa que eu tenho deixado de falar.
Essa estava sendo uma destas. Mas só uma palhinha: o Lula teve milhões de votos
de pessoas distintas. Depois ele teve mais milhões de outras e mesmas pessoas.
Depois ele passou milhões de vontades de votar nele pra quem ele apontou como
sucessora. E agora ele tem milhões de intenção de votos de um monte de gente.
Será demais, demasiado esforço, imaginar que esses milhões de pessoas não são
um grupo homogêneo e que grande parte dele, inclusive, não é de militância
acrítica? Será muito tentar dialogar e entender os porquês além de chamar de
devoto, zombar e menosprezar com virulência? A não ser, claro, que o importante
não seja efetivamente a transformação do real, mas a sensação de ser moralmente
melhor e mais sabido.
(aí saiu uma matéria: No enterro de Marco Aurélio, turma da manutenção e limpeza pede foto com Lula e Dilma. Se a gente se recusa a ver, se a gente não tenta entender, se não procura ouvir, dialogar, não vamos sair do buraco)
(aí saiu uma matéria: No enterro de Marco Aurélio, turma da manutenção e limpeza pede foto com Lula e Dilma. Se a gente se recusa a ver, se a gente não tenta entender, se não procura ouvir, dialogar, não vamos sair do buraco)
Tem dia que eu sinto muita falta do amor que
você me dava.
Eu gosto muito das vidas que eu poderia ter tido. Não faz diferença que eu tenha escolhido não vivê-las. Talvez seja justamente por isso que gosto tanto delas.
Queria muito ver o mundial de paratletismo, mas me conformo assistindo o grand prix de vôlei.





