Ontem tinhas umas amigas falando de
arrependimento. E, olha, eu até posso me arrepender. Mas eu não lembro do quê.
Não é que eu não tenha feito besteiras na vida. Fiz um bocado. Mas eu olho pra
trás e vejo que as decisões, os rumos que tomei, as coisas que disse e fiz, foi
o que era possível, na conjuntura, sendo eu quem eu era e não quem eu sou.
Ela abriu os olhos, ele abriu os
braços, ela abriu as pernas, ele abriu o peito, eles abriram caminhos e no descampado
que se formou acenderam fogueira, jogaram sementes, ali acamparam e alguém
batizou: amor.
Completamente obsoleta: iluminismo, psicanálise,
teoria crítica, materialismo dialético, gente, correios, Frank Capra.
Tenho tentado ver um filme por dia.
Tenho tido sucesso na empreitada mas ficando abalada com as escolhas. Tenho
investido em gêneros “leves”: heróis, faroestes, espiões. Nostálgica, tentando
reencontrar os valores: coragem, autosacrifício, empatia. Não sei se rio ou se
choro. Os heróis, espiões e mocinhos de maneira geral continuam empenhados em
salvar o mundo. Mas, para isso, não tem problema atropelar todo mundo que passa
pela frente. Um mundo salvo. Sem pessoas, mas quem se importa com estes
descartáveis né?
Uma coisa que eu tenho dificuldade, assumo, é este lance de triggered #MeJulguem.
Uma coisa que eu tenho dificuldade, assumo, é este lance de triggered #MeJulguem.
Por outro lado, 2017 e estamos preocupadas com o peso, falando do cabelo e fazendo o trabalho doméstico.
Status: adoecida com a situação da enchente em lugares do Nordeste.





