Recomeça a semana, redobro a atenção:
vamos ficar de olho nas reformas, gente.
Andaram me cobrando uma postura mais
clara, incisiva, militante, etc. Olha, eu achava que era óbvio, mas se não é,
esclareço: eu sou miúda. Não sei do movimento das grandes placas tectônicas.
Não sei os nomes, as ligas, os rumos, as possibilidades, os detalhes
escabrosos, a variedade de análises, as informações imprescindíveis. Eu só
tenho aquela bússola no peito (e é bom porque aí ocupa o lugar que o ausente
coração deixa vago). Ela serve pra mim. E só pra mim. Muitas vezes nem sei
explicar direito porquê, apenas sei pra onde ir (o que, claro, muitas vezes me
faz parecer sabida, a galera chega depois das reflexões e eu já estou lá. Mas
não, eu não pensei mais rápido. Eu apenas não pensei).
Ou seja: eu tô por fora mesmo.
Como a gente sabe pra quando solicitar
as férias se não tem nem idéia do calendário letivo?
Acho que o que dá a exata dimensão das
minhas limitações é: eu não faço massa em casa.
Eu sinto falta de sentir sua falta.
A verdade é que eu tenho muita
preguiça. Inclusive de sofrer.
Eu fico meio perplexa com as pessoas
que querem utopias sem lidar com os dados da realidade.
Eu tenho uma certa inveja de quem só percebe no depois. Tenho a impressão que fica um resto por usufruir. Eu era feliz e sabia.




