A gente vai aprendendo a morrer. A
gente, como você, sou eu, sempre. Onde diz sempre, quero dizer, quando for
aqui. Confuso, não é? Ando me sentindo assim. Você também? (neste caso,
excepcionalmente, você não sou eu, tese do Nerso da Capitinga). Mas, dizia eu,
aprendendo a morrer que é uma outra forma de dizer seguir em frente. Ou apenas
seguir, sem muito senso de direção.
A gente teima em sobreviver. E ainda sorri. A gente, já se sabe, sou eu. E ela.
Estou na segunda temporada de Billion.
Não estou gostando tanto quanto da primeira, provavelmente porque tenho gostado
de menos personagens. Taylor. O braço direito maluco do ruivo. E, claro, meu
barbudo. Dele tenho gostado cada vez mais. Quando ele vendeu os livros, sofri
junto. Já o ruivo, que mesquinho. Vai ter que ter muita reviravolta pra mudar o
panorama do meu afeto.
É bem assustador ter bem pouco medo do
que se deveria temer acintosamente.
Tem essas pessoas queridas. Essa
pessoa querida. Com quem eu não falo sempre. Com quem não preciso falar sempre
pra saber que posso falar sempre que precisar. Essa pessoa querida com quem
posso ficar calada. Ou sussurrar o indizível.
Nem ter razão, nem ser feliz: passagem
de avião.
E claro, as estantes. Os livros. Aquelas temporadas que ficaram no caminho. Agatha em nova edição. Uma nova Tess Gerritsen pra chamar de minha. O mar. O mar. O mar. Feijãozinho com torresmo, mesmo sem os braços. Beber, deitar, dormir, talvez morrer.
Por outro lado, papoca tudo. Espinha, rosácea, aquela bomba que a Meredith segurou na palma da mão.
Por outro lado, papoca tudo. Espinha, rosácea, aquela bomba que a Meredith segurou na palma da mão.


