Em seu disco Almanaque (1981) Chico perguntava, meio terno, meio ácido:
como é que termina um grande amor
Se adianta tomar uma aspirina
E eu fiquei pensando nos meus findos amores. Guardo tudo, sabe. Poesia escrita em guardanapo, telegrama, foto, cartão, colagem, cartas. Eu não me desfaço de mim mesma. Tenho grande carinho por tudo que vivi. E gosto de reencontrar-me nos olhares outros que me disseram tanto. Tenho pastas para os papéis. Os objetos confundem-se nas estantes com os demais registros do meu viver.
Tentando dizer...
Mais um fim de semana? Mais uma noite? Mais uma vez? Mais. Não cessa isso de lhe querer. Quente, a pele é quente na lembrança do seu toque. O corpo mais bonito na lembrança dos seus olhos. Enormes impossibilidades. Eu não sou. Você não é. Porque não pode ser? Porque não pode ter as letras do menino bonito querendo me querer? Porque não pode ter a delicadeza do desejo além-mar? Porque não pode ter a surpresa, voz e mãos que fazem música na alma? Porque não pode ter a impertinência bem-humorada da diferença que atrai? Porque você tem que ser você apenas, nenhum amor a ser amado? Porque não um mosaico perfeito, agora, pronto, carne e sangue, quereres? Porque não pode ser esse seu peito e um outro coração dentro? Porque não pode ser seu olhar em outro rosto? Porque não pode ser seu desejo em outra distância? Porque não pode ser suas mãos e outros caminhos? Porque eu não posso ser menos eu? Menos anseios, menos pedidos, menos receios. Porque eu não posso lhe amar, qualquer um que você seja, eu sou qualquer uma. Porque eu não posso tentar? Mais uma vez? Mais uma noite? Mais.
PS. Ganhei dois selos lindos, lindos, lindos. Fiquei insone de alegria. Um veio do meu marido (e me diz que meu blog é mágico e encantador) e outro da So Sad (que me lisonjeia dizendo que meu blog a faz feliz). Breve, os selinhos que fazem meu coração batucar ilustrarão posts e firmarão casa na barra lateral.
Se adianta tomar uma aspirina
Hoje já se tem resposta possível. Todos os dias visito o cantinho escuro do meu amigo Paulo. Lá eu rio, sofro, escuto, aprendo. Foi lá descobri o incrível Museum of Broken Relationships. Isso mesmo, um Museu de Relacionamentos Terminados, Vínculos Rompidos, Corações Partidos. Legados de um amor que não foi. Queria visitar, deve ser melancólico e tocante. Você, que teve seu amor e suas concretudes e, não tendo um não consegue conviver com o outro, agora é só enviar pra Croácia, nada mais de tocar fogo nos bilhetes, rasgar fotos, deletar emails, rebolar no lixo os mimos. Vai diretinho pra outra canção do Chico, ora...vai para as vitrines.
Tentando dizer...
Mais um fim de semana? Mais uma noite? Mais uma vez? Mais. Não cessa isso de lhe querer. Quente, a pele é quente na lembrança do seu toque. O corpo mais bonito na lembrança dos seus olhos. Enormes impossibilidades. Eu não sou. Você não é. Porque não pode ser? Porque não pode ter as letras do menino bonito querendo me querer? Porque não pode ter a delicadeza do desejo além-mar? Porque não pode ter a surpresa, voz e mãos que fazem música na alma? Porque não pode ter a impertinência bem-humorada da diferença que atrai? Porque você tem que ser você apenas, nenhum amor a ser amado? Porque não um mosaico perfeito, agora, pronto, carne e sangue, quereres? Porque não pode ser esse seu peito e um outro coração dentro? Porque não pode ser seu olhar em outro rosto? Porque não pode ser seu desejo em outra distância? Porque não pode ser suas mãos e outros caminhos? Porque eu não posso ser menos eu? Menos anseios, menos pedidos, menos receios. Porque eu não posso lhe amar, qualquer um que você seja, eu sou qualquer uma. Porque eu não posso tentar? Mais uma vez? Mais uma noite? Mais.
PS. Ganhei dois selos lindos, lindos, lindos. Fiquei insone de alegria. Um veio do meu marido (e me diz que meu blog é mágico e encantador) e outro da So Sad (que me lisonjeia dizendo que meu blog a faz feliz). Breve, os selinhos que fazem meu coração batucar ilustrarão posts e firmarão casa na barra lateral.








