segunda-feira, 12 de julho de 2010

Nada a Declarar

As palavras sempre foram meu refúgio, minha arma, meu espelho, meu estofo, minha ponte. As palavras sempre foram. Dessa vez não voltaram e a solidão doeu tanto como se eu não fosse sempre só. Como se cada um não fosse sempre um só. Doeu como uma pergunta: o que eu quero? Agora, irei ao mar. Quem sabe seu vai e vem me traga de volta pra mim.

E, já dizia Scarlett, nunca mais passarei fome de novo.


domingo, 11 de julho de 2010

Onde ficam os meus mortos...


Uma pergunta aos mortos, mas as almas penadas costumam ser enxeridas. Meu cemitério preferido é a memória.

E, se nunca me importei com o onde, depois, sempre soube o como: quero morrer numa batucada de bamba, na cadência bonita do samba...


Uma Perfeita Histérica

E, como eu suspeito que não há mais nada a ser dito, amanheci com a garganta em carne viva. De novo, o alerta, isso não é uma metáfora.

sábado, 10 de julho de 2010

Direto do pote...

Como todo mundo sabe sou uma pessoa controlada, equilibrada, contida. Por essas peculiares características, talvez, é que eu escreva seis blogs. Pois é. Seis. Um deles com amigas muito queridas. é de lá que roubo minhas próprias palavras pra postar aqui hoje. E, se alguém quiser saber, João Pessoa é linda mesmo e S. é uma delícia cremosa (como ela mesma diria).

A amizade é um amor. Um amor feito de delicadezas e muitas imperfeições. Um amor feito de partilha. Feito de confissões e de gaitadas. A amizade é colo. E carão. Amizade é surpresa, é descoberta, é improviso. E é constância. Para o amigo tudo se diz, mas, principalmente, tudo pode ser desdito e o amar continua. Amizade é limite. Nosso. Do outro. Amizade é tempo se fazendo abraço e abraço se fazendo certeza. Amizade é falar muito e por muito tempo sobre nada e, ainda assim, ser das melhores conversas que já se teve. Amizade é andar lado a lado em silêncio sem se preocupar com isso, cada um perdido em seu labirinto de sentidos. Amizade é construir um dicionário conjunto, uma linguagem tão íntima e própria que a gente se surpreende de ter havido uma época em que não se falava assim. É assim que sinto. Sinto a amizade como uma graça, um dom, um presente, uma alegria. Sinto a amizade como uma coragem. Sinto a amizade como um amor.

Sim, Maria Gadu...

Ouvindo:

Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal

E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
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