quarta-feira, 30 de junho de 2010
Sem Jogo do Contente
domingo, 27 de junho de 2010
Lista de homens que gostaria que fossem meus irmãos e das mulheres que Deus nunca permita tal coisa - assim mesmo
Ofício*
Escrever é uma morte. Em dado instante sou eu plena de palavras, frases, estórias que latejam, que passeiam, que balançam na ponta da língua, num emergir de infinitas possibilidades. Eu sou tudo que poderia pensar, tudo que poderia dizer, tudo que poderia escrever. Todas as estórias não contadas que me habitam me fazem viva. Escrever é uma imposição. Recuso e reluto até que as frases se reúnem num esforço assassino. Uma estória escrita sou eu morta. A primeira palavra registrada em papel e eu me quedo na renúncia de todas as outras que poderiam ter sido. A língua é um calvário. A estória se constrói na exata medida em que esvai vida do meu corpo. Um texto é a negação de toda a obra que não será porque o texto é. Um texto é a negação da vida. Da minha vida. A palavra escrita tem origem desconhecida, cristaliza a idéia que, falada, eu altero, dimensiono, aperfeiçôo. O escrito é irreversível. O que escrevo não sou eu, ou ainda, não sou eu que escrevo, é a escrita que se faz em mim. As palavras se exigem, organizam-se e, por fim, meu fim poderia dizer, o texto está pronto. Ele pronto me fita, num desafio que me emudece. Só ele diz. Diz tudo e não me restam outras palavras. Por um momento nada me resta. O que escrevo é um punhal, belo e perigoso mesmo em mãos inocentes. O que escrevo é um abismo. Eu o fito e a vertigem de mim se apodera. Um novo texto, suicídio.
* Texto escrito em 2008, ressurgido por esse post aqui do encantador blog Sábados de Caju, uma escolha e indicação de S. (S. de sensível? de sedutora? de simpática? S. de Sim).
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Das Tragédias e a Impossibilidade de Dizer
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Sandra Rosa Madalena ou Borboleta Lado B
Quero vê-la cantar
Quero ver o seu corpo dançar sem parar
Ela é bonita seus cabelos muito negros
E o seu corpo faz meu corpo delirar
O seu olhar desperta em mim uma vontade de enlouquecer,
Quando ela dança todo mundo se agita
E o povo grita o seu nome sem parar
É a cigana Sandra Rosa Madalena
É a mulher com quem eu vivo a sonhar(...)
Dentro de mim mantenho acesa uma chama
Que se inflama se ela está perto de mim
Queria ser todas as coisas que ela gosta
Queria ser o seu princípio e ser seu fim
Quando ela dança todo mundo se agita
E o povo grita o seu nome sem parar
É a cigana Sandra Rosa Madalena
É a mulher com quem eu vivo a sonhar