“Não
tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição
minha
É a minha maneira de estar
sozinho”
Ser
sozinha é a coisa mais triste que existe.
E eu não sei viver de outro jeito.
Uma semana fria: mamão, melão, uva, iogurte, leite e cereais.
Assistindo ao documentário “Feministas: o que elas estavam pensando?”, que está na Netflix, não consegui – ainda – me livrar da sensação dúbia que me acompanhou. Por um lado uma intensa empatia e afeto por aquelas pessoas, aquelas mulheres, seus sonhos, suas realizações, suas frustrações, suas dúvidas; por outro uma avassaladora sensação de inutilidade, de impotência, de irrelevância. Chorei litros, claro.
E eu não sei viver de outro jeito.
Uma semana fria: mamão, melão, uva, iogurte, leite e cereais.
Assistindo ao documentário “Feministas: o que elas estavam pensando?”, que está na Netflix, não consegui – ainda – me livrar da sensação dúbia que me acompanhou. Por um lado uma intensa empatia e afeto por aquelas pessoas, aquelas mulheres, seus sonhos, suas realizações, suas frustrações, suas dúvidas; por outro uma avassaladora sensação de inutilidade, de impotência, de irrelevância. Chorei litros, claro.
De
tudo, tudo, vai comigo a questão: “o que vai matar você?”
Não
é que eu mesma seja triste, nopes. Sou das alegres. Ou nem, sou das contentes –
se é que há real diferença.
Eu
tenho essa curiosidade de saber o impossível, se e como sentiriam a minha
falta. Mas já dava pro gasto saber se você me lê.
Estava
fazendo a ronda de sempre nos blogs que leio e fiquei matutando. Eu sempre
hesito quando me perguntam de onde eu sou. Devia ser uma resposta simples, não
é? Ou dizer onde moro ou o lugar de nascimento. E, no entanto. Pois é. Há muito
que eu não sei dizer sobre mim, não porque desconheça, mas porque as palavras
são insuficientes. Ou a coragem para enunciá-las, vai saber. Eu sou daqui, de
mim, poderia dizer e não seria falso. Mas também não seria a verdade. Ou não
toda, sussurra a psicanálise.
Todo
mundo falando de como esta campanha adoeceu as pessoas. Não sei quem fui que liguei
para o analista depois de uns 20 anos da travessia, seja da rocha da castração,
seja da fantasia. Não, não deixei recado. Ainda.
Minha
irmã já arrumou a casa pro Natal e eu tenho livros empoeirados decorando a
escada.
A
verdade é que estou precisando de mar. Deixar arder o sal nas feridas.
Mergulhar e confundir maresia e lágrimas. Lavar a alma ou tirar a areia do
biquíni, sei lá.
Eu
poderia te amar, mas nem eu nem você sabemos ao certo o que isso quer dizer.
[haveria muitos beijos. e abraços. e cafunés. e pernas enroscadas. e toques, muitos toques. mãos que se encontram meio sem porquê. e cafunés, eu já disse? e nariz fazendo cócegas. e abraços no meio de uma praça, apenas para rimar com o tempo que já foi - ou que podia ter sido]
[haveria muitos beijos. e abraços. e cafunés. e pernas enroscadas. e toques, muitos toques. mãos que se encontram meio sem porquê. e cafunés, eu já disse? e nariz fazendo cócegas. e abraços no meio de uma praça, apenas para rimar com o tempo que já foi - ou que podia ter sido]
E,
no entanto, não há verdade maior do que cantarolar, enquanto releio cartas
antigas, “se você quiser eu vou te dar um amor, desses de cinema”. Foi assim
que aprendi a amar, suspeito. Com desvios encabulados do olhar e lábios
oferecidos. Não, não foi a amar que eu aprendi, foi a saber histórias. Se você
quiser, eu vou te dar uma história de amor, dessas de cinema.
Então, fica o plano: um fim de semana na praia, antes do ano acabar. E, por agora, o filme do Chet Baker. Obrigada, Netflix.
Então, fica o plano: um fim de semana na praia, antes do ano acabar. E, por agora, o filme do Chet Baker. Obrigada, Netflix.

Um comentário:
Eu amei. Ou amo? O que eu amo, afinal? Ou amei? Uma pessoa, uma possibilidade? Será que fui enganada ou estou pensando mal sobre alguea mais perdido que eu e que não soube, afinal, seguir? Esta doendo. Meu amor era de cinema, é como eu sei amar. Não sei se fui amada, no fim das contas. E doi. Eu tento sentir raiva pra ficar mais fácil, mas ela empata com a dor.
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