quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Sou dessas mulheres que só dizem sim

"tomara a maior parte das coisas ser bonita
 e já lhes bastaria"

Porque tem dia, tem hora, tem dor, que pede um peito maior. Um cigarro pela metade. Um pouco de silêncio. Uma bebida quente. Algum azul. 

eu me sinto esquisita lendo as discussões de intenções de voto. se eu voto no Boulos, votaria no Freixo, na Helena Vieira, em quem quer que fosse do PSOL e que o partido indicasse pra concorrer à presidência. Se eu voto no Lula votaria no Haddad, na Gleise, no Olívio Dutra, em quem quer que etc. É por isso que não voto em Ciro e Marina no primeiro turno. É por isso que não entendo o incômodo com a estratégia do PT. 

eu sou inocente e tola o bastante pra ainda achar que não só não se governa sozinho como se deve governar a partir de plataformas, ideias e projetos construídos coletivamente e compartilhados ideologicamente. Sou inocente e tola o bastante pra ainda pensar que não devemos ter uma esquerda forte mas partidos de esquerda fortes - assim como fortes partidos de centro e de direita, com propostas claras, projetos de país bem estruturados pra que se possa votar e acompanhar as decisões políticas a partir das nossas utopias e anseios.

e, sim, eu tenho medo, mas mais do que e além do medo, eu tenho esperança. "fé na vida, fé no homem, fé no que virá". não porque naturalmente se evolua ou porque o ser humano é bom, mas confiança nas pessoas que conheço, que sonham, que lutam, confiança nas associações de moradores, nos conselhos, nos sindicatos, nas pessoas que vêem as outras pessoas como pessoas. 

O bom, o mau e o feio - e olha que beleza que era. Deve ser isso quando se diz: "ética e estética".


   

Cambia, todo cambia, escuto Mercedes Sosa e lembro, contente, da luciana que abraçava árvores, amigos e as possibilidades todas de vida. E o amor imenso pelas pessoas lindas que me inspiravam. Me abraçavam. E às árvores também, como não.

vou nem mentir: adoro minhas fotos de perfil do FB. 

Eu vi uma espécie de tutorial/reclamação/explicação sobre cafuné e cabelos crespos e só posso pensar que as pessoas não sabem fazer cafuné. Olha só, é como um mini cascudo, mas só com o polegar, não tem nada de nada com correr os dedos pelos fios de cabelo, pelamor.

Assisti o filme romance-água-com-açúcar-meio-comédia juvenil e, olha, tá dureza, tá difícil viver os tempos que correm, mas tem uns avanços sutis nas narrativas que até me dão vontade de suspirar de contente – e é o caso desse filme. Sim, é a mesma premissa de coisas como “namorada de aluguel”, mas não tem nenhuma modificaçãozinha que seja de uma pessoa por causa da outra, especialmente não tem modificação física/estética. Eles se descobrem, se curtem, se envolvem e isso é bom. Ponto. 

(melhor seria se ela tivesse vários relacionamentos com os vários moços das cartas, mas, né, não dá pro filme ser minha biografia, suspiros meus 16 anos) 

(sim, eu lembrei daquele beijo tão gentil)




Quem é o melhor personagem de Friends e porque é Ross presenteando Phoebe com a bicicleta - e não só comprou, né, a narrativa toda é muito fofa, amigável, enternecedora (não, isso não significa que ele é meu personagem preferido – alguém consegue ter um?, significa apenas que tem momentos que atropelam a gente feito um trator desgovernado e ver este episódio foi um bálsamo). 

Sim, seu moço, eu sei que podíamos ter sido felizes. Mas não acho triste pensar nisso. Acho bonito saber que tantas vidas que não vivi seriam boas como esta.

Faz dois anos que o estofo da Dilma me fez querer ainda mais ser uma pessoa melhor. 

Três coisas me são difíceis de entender e uma ignoro totalmente: o percurso da águia no ar, o caminho da cobra sobre a pedra, o trajeto da nau no mar e de qual versão de The Way You Look Tonight eu gosto mais.

Eu reciclo frases. Pior: eu repito.


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