domingo, 5 de agosto de 2018

Brejos



Nem futebol, nem política, nem beijo na boca, nem trabalho, nem boteco. Conta tão no vermelho que até evito sonhar com viagens. Resta torcer pro pão ficar bom.

Se eu não fosse preguiçosa faria menos planos e mais bolos. Ou biscoitos.

Eu era mais tranquila quando só lia clássicos ou Bárbara Cartland. Tinha a sensação de que falar das miudezas era coisa minha. Aí passei a ler autores brasileiros contemporâneos, eventualmente próximos, que fazem isso mesmo, mas com talento, e agora fico sempre com a sensação de que estou plagiando alguém.

O pão ficou bom.

Sabe aquele lance de “não é ter o que se quer, mas querer o que se tem”? Não funciona bem pra mim.


Estou ficando um pouco exausta de tanta gente ter sempre uma palavra severa sobre a comida dos outros, o corpo dos outros, a cama dos outros, a plástica dos outros, a velhice dos outros.

A gente sofre de teimoso quando esquece do prazer. Ou quando não.

O google images mudou a forma de apresentar o resultado das pesquisas e é claro que eu estou odiando.

Nem sei se contei, mas um dia desses, resolvendo coisas com minha irmã, enfiei a perna até o joelho no barro. Me senti naqueles filmes com areia movediça. E perdi a chinela;

Aí, pra completar, eu ainda tenho que responder a comentário empolgado de forma tão mesquinha.

E o brejo logo depois da curva...


Um comentário:

Patricia.daltro@gmail.com disse...

Também era fã de Bárbara Cartland. Não lembro se era mais tranquila quando lia ela ou os clássico. :)
Cada dia gosto mais de te ler.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...