terça-feira, 22 de maio de 2018

Bens Materiais

Tem hora que faz falta acreditar em qualquer coisa, tipo deus.

As garrafas ks de coca-cola eram de 290ml?

Eu noticiaria: Amal Clooney, advogada de Direitos Humanos Internacionais e George Clooney, ator, chegaram em, patati, patatá. São dois seres humanos, cada um relevante em si mesmo e por si mesmo. Não sei bem porquê Fulano e esposa ou Fulana e marido. Mas, né, essa sou eu, que continuo me importando muito pouco com quem é casado com quem.

Tudo tem se tornado cada vez mais próximo e pessoal. Eu sinto dor física lendo manchetes sobre as projeções do futuro brasileiro com a manutenção das políticas que vem sendo implantadas pelo governo golpista. E, sim, venho me distanciando emocionalmente das pessoas que, de uma forma ou de outra, apoiaram e sustentam esta situação.

Se quer me ver rodando a baiana é gente razoavelmente informada vir comparar eleitor do Lula com eleitor do Maluf na base do “rouba, mas faz”. É de um cinismo tão grande, tão clara distorção da realidade que eu não posso dar o benefício da dúvida. É má-fé. Enquanto o aumento acintoso do patrimônio do Maluf está documentalmente comprovado, contas descobertas, etc., contra Lula não foi provada nem a posse de um tríplex (que, aliás, seria compatível com os rendimentos de um ex-presidente e líder mundial). Se argumentarem negociatas escusas pra validar projetos de governo, se falarem de tolerância com corrupção corrente, vai e vem entre governo e empreiteiras, coisas assim, nem digo nada, não tenho informação suficiente e nessa lama judiciária em que vivemos não tenho vaga esperança de vir saber mais do que sei. Mas nivelar dessa forma porca perde meu respeito e, caso afeto houvesse, também se vai.

Sabe o que eu nunca serei? uma pessoa velhinha de mente jovem - não que eu não odeie esse tipo de frase e não milite "desconstruindo-a", que curiosidade, inteligência, argúcia, senso de humor não são cosias de jovem, são coisas de gente, mas só por uma vez vou fazer de conta que a frase faz sentido pra dizer: uma pessoa velhinha de mente jovem, nunca serei. As pessoas contam que no envelhecimento o corpo não acompanha mais, né. Não é assim comigo. Desde que me recordo, minha cabeça cansa mais cedo. Antes era só um pouquinho, nem dava pra notar direito. Mas, hoje em dia, é sarcasticamente evidente. O corpo tá lá, todo no pique, vamo, vamo e a cabeça, nhéeeee, cabô pra mim.

Tenho uma palestra na sexta-feira de 40 minutos e por enquanto tenho dez incertos minutos. Será que se eu fizer mágica com baralho completo o tempo?

Informe: não sei fazer mágica.

A gente vê nos filmes cafonas aquela coisa de: eu trocaria de lugar de você. Nem suspeita que mais cafona é a vida e que isso é tão, tão, tão verdade que vaza pelos olhos.

Sim, eu vou ver os jogos da Copa. E as mesas-redonda. E o Falha de Cobertura. E falar sobre. Muito.

Coisas bonitas me fazem chorar. Como um belo drible. Ou o sorriso do gato de Alice.

Eu preciso de um tv nova. De móveis no escritório. De uma cadeira pra trabalhar. De menos tristeza no peito.


Um comentário:

Rita disse...

Acho que o melhme da minha copa vai ser você.
Sim pro resto, num entendi o que é cafona.
Vem tomar um café comigo?

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