quarta-feira, 9 de maio de 2018

Férias


A cura para qualquer coisa é água salgada:
o suor, as lágrimas ou o mar





Hoje meu ano começou. 

Dizem que o mar cura tudo (sei lá quem disse, provavelmente eu mesma). Arde. Limpa. Cicatriza.

E é lua minguante. Fui procurar o horário que surge e desaparece e fiquei sabendo que é um bom momento para passar a régua e fechar a conta. Let it go. Ficar à deriva primeiro, depois deixar a lua balsâmica fazer seu trabalho. Tempo de descanso. Li tudo isso e achei graça da sabedoria que nem sabia que tinha. 

Uma daquelas coisas aleatórias que passam a parecer coincidência e ganham sentido a posteriori: tô “descascando”, trocando de pele, né. 

Status: convalescente.

Uma coisa que eu faço quando estou de férias é não trabalhar. Olha, recomendo. 

Vantagem do cabelo curto é que é rapidinho lavar o cabelo depois do banho de mar, nem dá preguiça. 

Dizem que o mar cura tudo. 
Dizem que os cães vêem coisas. 
Dizem que os significantes deslizam. 
Parece que é tudo verdade (não toda, porque dizê-la toda, etc) 

Eu geralmente sou bem condescendente com romances policiais e afins, mas esse Álibi da Sandra Brown bate recordes de chatice, ruminação inútil e ineficiência em relação a manter o suspense e desenvolver trama e personagens. 

Enquanto handmaid’s tale vai praquela coluna “obrigação e curiosidade”, westworld continua me enredando mesmo apresentando uma dezena de personagens novos por episódio. E fica aquela esperança do Anthony aparecer numa palhinha, né.

Por aqui: águas profundas.

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