domingo, 4 de fevereiro de 2018

O azul é minha terra vermelha de Tara

Eu estou preparada para a minha morte. Não garanto as demais.

Minha mãe se preocupa que eu passo tempo demais sozinha em casa por isso desisti da tapioca e vou trocar de roupa pra comprar pão.

Eu leio uma série chamada Mortal. É um lance policial, mas passado no “futuro”, com muitos trechos que fariam os autores de “momentos íntimos” corarem. É bem fraquinho, mas eu me apeguei e a Nora Roberts não para de escrever, já vai em mais de 20 títulos.

E quando chega a madrugada, releio Marguerite Duras. Ela e Clarice talvez sejam as escritoras mais “minhas”. Ambas contam muito pouco, a narrativa é interna, o pensar, o sentir, o querer. Talvez seja tática diversionista acreditar em uma “rica vida interior”. Minha mãe se preocupa que passo tempo demais sozinha em casa, já contei?

Eu queria mesmo, mesmo, mudar o layout do blog mas, como tudo o mais que eles fazem pra simplificar na área de tecnologia, o que antes era fácil tornou-se uma tarefa chata, demorada e quase impossível. 

Uma coisa que tenho que aprender a fazer sozinha: ir às praias daqui.


Tem gente que diz que blog diarinho é uma forma de falar sozinha. Sorte minha que eu falo com a Ju.

Quando a gente sente saudade, sente saudade até do alho.

Suspeito que o azul é minha terra vermelha de Tara.

Estava vendo Food Network e eles falaram por lá que a tendência culinária de 2018 é comida queimada, gosmenta (viscosa), incendiária. Olha, sempre achei que eu levava jeito pra profeta, quem me conhece faz tempo lembra das minhas tentativas de arroz.

Nada nos protege da nossa capacidade de errar. 




Eu tenho um bocado de outros blogs. De vez em quando penso em desativar, deletar, essas coisas. Mas tenho pena, são nomes tão bonitos: cais de saudades (viagens), em fogo alto (comida), farinha do mesmo saco (pra fazer um blog coletivo), estrangeiros na terra ( foi um blog coletivo), só miolo de pote (idem), crème de la crème (era pra substituir o borboletas, quando eu tava meio cansada daqui), eu sou a graúna, garrafinhas da lu, olhos da borboleta (pra replicar textos, frases, poesias, coisas que não fossem minhas)... isso sem falar os tumblrs: Cheira bem, cheira a Lisboa; não larga da minha mão e o Quase Sempre em P&B. Acho que isso diz muito de mim, só não entendi o quê.

Talvez minha mãe tenha razão e eu passe tempo demais sozinha em casa.

3 comentários:

Isa disse...

eu ri

Juliana disse...

espero que a Ju seja eu porque você fala comigo, sim. hahahaha


fal disse...

te amo

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