segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Miudezas

"o veneno mais confiável que existe é o tempo"

Uma amiga fez blog novo. Não como eu, louca, faço às vezes: um a mais. Não. Ela deixou o antigo. Acabou. Desligou-se. Eu estou aqui, admirando. É uma coragem escrever(se) de outra forma. Eu tenho poucos apegos, mas livros e letras ainda são minha fronteira.

Eu já disse por aqui que gostaria de andar deslizando, meio Audrey Hepburn. Tenho esta vontade de delicadeza. Nunca serei. Guardem, sempre, os cristais.

Ando ausente da varanda. Mas, hoje, depois da jogatina, ignorei Bobby Flay e fui espiar o céu, sem lua, sem estrela, sem lembranças nem promessas. O escuro como o primeiro ou último abraço. Às vezes eu tenho medo de não estar viva, mas nunca de morrer.

Faço cada vez menos coisas e sobra-me cada vez menos tempo.

Refogar cebola é uma forma de poesia.

Preferi a história ao abraço. Aí, não conto a história pra quase ninguém.

Eu sei, mas meu sono não sabe, que agora já é amanhã, que há muito a ser feito e que não é negociável. 

Não sei se o nome certo é preguiça mas, atualmente, tenho tido mais prazer em reler e rever livros, filmes e séries, do que experimentar o novo. 

Preciso de:
- uma sapatilha nova
- coragem
- um prato de nhoque
- sandália japonesa
- caixinhas de som
- um ombro
- tempo
- um link pra Trama Fantasma



Talvez eu mude o template e isso seja suficiente. Talvez.

Uma outra lista:
Orientações
- Projeto do Victor
- Agenda do PET
- Capacitação da PROGRAD (e o Dreher, cadê?)
- Projeto Luli que não chegou nem ao papel, quanto mais sair dele




Todo dia eu escuto o samba, sim, estou preparada pra ver a Mangueira entrar.



Um comentário:

Juliana disse...

Perto daqueles dos anos anteriores, achei esse meio 6/10.

não sei se um blog novo é um jeito novo de dizer, acho que é mais uma tentativa de (se) achar esse jeito novo.

dourar alho é o meu poema.

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