terça-feira, 20 de junho de 2017

A Princesa Que Dormia

Tenho te visto por aí. Tomando banho em águas termais. Aparecendo em foto de amigo. Nas memórias de uma noite em Canoa. Fazendo participação especial nos raros sonhos de olhos fechados. E, até, todo exibido, em alguns de olhos semicerrados. Sei coisas sobre você. As mãos, textura, tamanho, temperatura. O timbre rouco. O brilho gentil no olho. O sorriso discreto. Alguma coisa irremediavelmente perdida na alma. Como na história antiga, teu coração no cerne da rosa dentro de uma redoma de vidro, dentro de uma pedra, embrulhada em seda, dentro de uma bolsa, dentro de uma arca, no fundo do mar. Tenho esta vontade de afastar, carinhosamente, teu cabelo da testa. Beijar teu canto da boca. Ver o rubor meio vergonha meio desejo quando gargalhar alto, muito alto. E tenho, quase ao mesmo tempo, a vontade de rir de mim mesma. E rio. Debochadamente. Estilhaço o cristal e aprecio as cores que o som forja em cada fragmento, como se luz fosse. Sei bem o que estas visões dizem, não de ti, mas de mim. Armo a rede, deixo o vento embalar. E resgato a voz de Bethânia pra fazer eco nos vazios de dentro: ergue a mão e encontra hera e vê que ele mesmo era a princesa que dormia.



Porque você ri tanto na hora das fotos? Deve ser para espantar, com barulho, os espíritos que roubam a alma (#MisturandoCrenças)

Cogumelos rosa (ou salmão): a escolha entre sabor ou apresentação. 

Tá passando um documentário sobre a Gal, na HBO. Cheio de depoimentos legais, trechos de espetáculos, memórias divertidas e tal. Falas das pessoas mais relevantes na carreira, especialmente os Doces Bárbaros. Domingo, 22hs. Vai chegando a hora, eu ligo a televisão e grito: vem, amore, vamos ver a Bethânia. 

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...