terça-feira, 14 de março de 2017

Por enquanto, jiló

Eu perdi o timing. Eu nunca tinha perdido o timing. Cara, como dói perder o timing.

Não importa se os finais são felizes, mas se são bem roteirizados.

Eu não queria a tristeza resfriando peito, olhos, voz. 

Tem umas coisas que, ao escrever, a cada letra que se digita, parece que se está com a unha encravada e calçando um sapato apertado.

Eu não me lembro de ter tido um medo assim.

Mas há belezas.

Por exemplo, a gente fica sabendo que shilling não está mais valendo. E ri, por dentro. Meu mundo é o mundo de Agatha. Lá, Miss Marple sempre saberá a solução de um mistério pelo valor do troco dado em xelins.

E se tudo der errado, sempre tem amor pra onde eu voltar.

Quando dói muito eu espero um intervalo conveniente, deito no sofá e dou uma choradinha. Ok, talvez minha amiga tenha me considerado um pouco estranha. 

Espero, um dia, ser de novo um riso no canto do seu olho. Um suspiro gostoso e um tantinho daquela saudade que a gente lembra só por lembrar, como cantava o Gonzaga.







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