quarta-feira, 15 de março de 2017

Nem ter razão, nem ser feliz

A gente vai aprendendo a morrer. A gente, como você, sou eu, sempre. Onde diz sempre, quero dizer, quando for aqui. Confuso, não é? Ando me sentindo assim. Você também? (neste caso, excepcionalmente, você não sou eu, tese do Nerso da Capitinga). Mas, dizia eu, aprendendo a morrer que é uma outra forma de dizer seguir em frente. Ou apenas seguir, sem muito senso de direção.

A gente teima em sobreviver. E ainda sorri. A gente, já se sabe, sou eu. E ela. 



Estou na segunda temporada de Billion. Não estou gostando tanto quanto da primeira, provavelmente porque tenho gostado de menos personagens. Taylor. O braço direito maluco do ruivo. E, claro, meu barbudo. Dele tenho gostado cada vez mais. Quando ele vendeu os livros, sofri junto. Já o ruivo, que mesquinho. Vai ter que ter muita reviravolta pra mudar o panorama do meu afeto.

É bem assustador ter bem pouco medo do que se deveria temer acintosamente.

Tem essas pessoas queridas. Essa pessoa querida. Com quem eu não falo sempre. Com quem não preciso falar sempre pra saber que posso falar sempre que precisar. Essa pessoa querida com quem posso ficar calada. Ou sussurrar o indizível. 

Nem ter razão, nem ser feliz: passagem de avião.

E claro, as estantes. Os livros. Aquelas temporadas que ficaram no caminho. Agatha em nova edição. Uma nova Tess Gerritsen pra chamar de minha. O mar. O mar. O mar. Feijãozinho com torresmo, mesmo sem os braços. Beber, deitar, dormir, talvez morrer

Por outro lado, papoca tudo. Espinha, rosácea, aquela bomba que a Meredith segurou na palma da mão.

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