terça-feira, 18 de outubro de 2016

Depois

“Quanto mais alto fores, maior a queda”. Sinto o corpo dolorido com os sonhos, opa, ossos quebrados em várias partes e escoriações diversas na pele.

Todo amor acaba. Todas as pessoas morrem. A diferença entre a caixa de kleenex e o conto de fadas é o que chega primeiro.

Final feliz é quando a gente morre antes do amor.

Quando a frase começa com “minha analista diz…” eu mal consigo entender o resto.

Que somos sós, absolutamente sozinhos, eu sempre soube. Mas não estava preparada para me sentir assim, tão distante de todos, mesmo de quem amo.

Li por aí que não dá pra agir de forma civilizada em lugares com temperatura acima de 25 graus. Deve ser verdade porque hoje a noite vai estar 27 graus e eu vou fazer sopa. Bárbara.



 Faz muito tempo que vi, mas já que estamos todos falando de Gilmore Girls, vou contar uma das vezes em que eu achei que estavam chafurdando meu lixo pra construir os personagens. Rory chatinha ia passar o verão tentando um emprego e, por enquanto o emprego ansiado não surgisse, ia viajar com a mãe. Montanhas-russas e talz. Mas o tempo da intimidade foi comprometido por um trabalho inesperado que exigiu a partida imediata da moça. E haja Lorelai fazer compras e engomar roupa e arrumar mala e conversar abobrinha. E a Rory chatinha se inquieta: porque você não está sofrendo, mãe? Porque, baby, se eu parar pra sofrer agora, tudo desmorona e eu não vou, sequer, aproveitar esse restinho de tempo com você. É isso, sou isso: eu sofro depois. 

Mas o depois chega. Compramos todas as coisas, engomamos todas as roupas, arrumamos todas as malas. Tomamos o café, despedimo-nos no portão de embarque. E o depois passa a ser agora.

Um comentário:

Renata Lins disse...

gente que sofre depois é o sal da terra.
beijo.

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