quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Jardim Secreto

As coisas não estão fáceis. Olhando de perto, diria mesmo que estão difíceis. Coisas que não se consegue entender. Explicar. Esquecer. Outras que não se pode evitar. Compensar. Ajeitar. E, como se a vida fosse fácil, você. Que não diz a coisa certa. Que se ensimesma. Tem seu ritmo, seu jeito, sua hora. Mas está. Sempre está. Disponível. Gentil.  Sabe fazer a coisa certa. E a errada. E as coisas todas que forem necessárias, se eu precisar. Se der digo. Sempre dá. De um jeito discreto, como se não fosse. Mas vai. Quando eu duvido. Quando eu vacilo. Quando eu dessassego, você acalanta. Ninho. Mão. Colo. Concha.

Começaram as Olimpíadas, cabô vida social, virtual e qualquer outro al qualquer.

Eu não tenho a rapidez necessária para assistir as Olimpíadas no modelo redes sociais. Penso na piada, fico vendo o lance seguinte, vou escrever, o mundo todo já escreveu, repercutiu e já ficou obsoleto.


Eu sinto saudade de não precisar ser feliz quando estamos juntos.

Onde ela estava, uma impressão de jardim. Uma sensação, não facilmente identificável, mas presente. Fresca. Fértil. Levemente perfumada. Para os demais, um tanto inquietante. Como se ela carregasse na bolsa, na pele, no colo, grama, flores, belezas, lagartas gordas, zumbido de abelhas e miúdas borboletas douradas. O que ninguém sabia é que, à noite, fazia compostagem do seu coração. 



A gente escuta muito que "menos é mais". E sim. Mas nem sempre. Tem hora que menos é menos mesmo. Falta. Insuficiente. E mais, é demais. Não dou conta.

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...