sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Garrafinhas Olímpicas 6: Demasiado Humana

Eu acho engraçado quando, para elogiar ou realçar o feito de um atleta, dizemos que ele nem parece humano. Isso tem sido dito, repetidamente, sobre a ginasta Simone Biles. E ela faz coisas deslumbrantes, é fato. Ela salta com força e leveza. Ela gira, para, equilibra-se e voa. A destreza, agilidade e encanto que ela demonstra são sensacionais. Mas ela me parece muito, muito humana, nisso tudo. Na concentração que revela em cada movimento. No alívio depois da prova das barras assimétricas. Na alegria depois do solo. Na expectativa. No afeto dedicado aos pais. Na brincadeira amigável como nosso ginasta Arthur. No calor do sorriso. Na vulnerabilidade do pranto. Na disposição. É fato que, tal como Phelps, a gente nota toda o investimento, o suporte, a estrutura por trás de cada conquista. Isso não a diminui em nada. E, ao contrário dele, ela é negra e mulher, uma combinação difícil mesmo para pessoas de renome. Uma atleta maravilhosa, uma ginasta incrível, uma combinação de virtudes e anseios que se fizeram uma mercida medalha de ouro no individual geral. E outras virão, eu torço. Nos aparelhos, outras histórias diversas: da russa que cai, mas brilha. Da nossa Jade, saindo de cadeiras de rodas. Da menina rebeca, moleca, 17 anos e brilhando entre as melhores do mundo. 



Mas o dia não foi só de ginástica. Também tivemos bailado na quadra de badminton. Eu sempre curti o joguinho de peteca. E, agora, mais. Ontem tivemos a estréia de Lohaynny que jogou de igual pra igual com a campeã indiana. Lohaynny aprendeu e treina este esporte em um Projeto, na comunidade da Chacrinha, no Rio de Janeiro. Entre as estratégias de treinamento, o samba. (veja a reportagem aqui, que maravilha). Não venceu, mas quem se limita ao resultado não está sabendo nada de Olimpíadas.

Isso não significa que eu não valorize e aplauda a medalha de bronze da Mayra Aguiar. Duas vezes medalhista olímpica, um feito pra poucos, aqui no Brasil. Além disso, na carabina ficamos em 37o, no pólo aquático feminino perdemos da Rússia de 14 a 7, esgrima feminina perdemos da ucrânia por 45 a 32, no tiro com arco a Ana Marcelle perdeu nas oitavas mas foi o melhor resultado que já tivemos, e a dupla de vôlei de praia feminina Larissa e Talita ganharam de dois sets a zero. Os meninos do handebol voltaram a fazer história e venceram a Alemanha. Os basquetes não tiveram a mesma sorte. Nem o vôlei masculino que encerrou a noite perdendo de 3 sets a 1 pros Estados Unidos.

Quanto ao resto, pra não variar, descobri lendo textos nas redes sociais que se não estivesse tendo Olimpíadas não estava tendo golpe. Porque as olimpíadas distraem, se bem entendi. Evidentemente, ninguém estaria lendo ou indo ao cinema ou vendo séries ou estudando ou conversando ou tomando uma cerveja com os amigos...

09h – Esgrima
09h30 – handebol feminino
09h35 – Heptatlo feminino e depois atletismo o dia todo
10h – judô (Rafael)
11h – vôlei de praia feminino
11h38 – judô (Maria Suellen)
13h - natação
13h30 . Tênis (nós e o Nadal)
15h30 – saltos ornamentais
16h – vôlei de praia feminino
18h – Tênis quartas-de-final (duplas mistas)
19h30 – polo aquático masculino
22h – Vai, Formiga (futebol feminino) 
22h35 – Vôlei Feminino (com meu querido Zé Roberto no banco, aquele jeitão de que pra tudo tem um jeito)

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...