quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Garrafinhas Olímpicas 5: futebol e a caixinha das surpresas manjadas


Uma coisa sobre o futebol: é divertido pra caramba. Não falo nem da diversão implicada na prática, mas nas próprias ambiguidades dos resultados. Por exemplo, a seleção olímpica masculina. Até ontem: nenhum gol, só empate, fora da Olimpíada. De repente: 270 minutos sem levar gol, primeiro da chave, com goleada. Passou para a próxima etapa quando o atual campeão ficou pra trás assim como uma das favoritas, a bicampeã Argentina. Tá boa a equipe? Não sei, nas Olimpíadas minha régua é outra, é a da busca da excelência. E acho que estão buscando. As questões CBFezais, o tipo de cobertura, etc, são outros quinhentos. 

E a questão relativa ao futebol feminino não pode ser pautada como rivalidade ou superação do futebol masculino. Não basta gostar e apoiar o futebol feminino porque os resultados do masculino não estão/estavam satisfatórios. Penso que pro futebol olímpico evoluir, entre tantas outras coisas, a gente tem que tirar o foco do resultado imediato e construir um intercâmbio entre o futebol feminino e futebol masculino como existe na troca entre outras modalidades como natação, ginástica ou judô. Caso contrário, vamos ficar que nem a foto qu ilustra o post: personalizando os desempenhos, procurando culpados ou responsáveis e mudando a preferência conforme o resultado imediato.

Claro que há especificidades na prática danatação feminina e masculina, do judô masculino e feminino e tal, mas os atletas referência, por exemplo, para quem está começando, vem de ambos os gêneros (embora as questões de patrocínio, visibilidade, etc também precisem melhorar muito). Sei lá, tentar entender a dinâmica e a forma como o maschismo está na cultura e afeta o esporte, não ficar apenas identificando eventos machistas na prática esportiva e achar que é o esporte que forja o machismo (embora o ilustre e incorpore). Por exemplo, o fato da maior atleta da ginástica ser uma mulher (Nádia Comaneci) e termos nomes consistentes no Brasil (de Luíza Parente a Daiane dos Santos) não resultou em mais igualdade de gênero por aqui, mas no rótulo homofóbico em relação aos ginastas.

Falando em ginástica masculina, Sasaki ficou em nono no individual geral, um resultado maravilhoso, melhorando seu próprio desempenho em Londres, onde ficou em décimo. Nas piscinas, Tiago Pereira passou pra final nos 200m medley, Leo de Deus e Etiene Medeiros não passaram pras finais mas nadaram lindamente. Uma coisa que eu acho realmente fofa é a forma como os nadadores ficam depois das provas, trocam afagos, se cumprimentam, se respeitam e se afagam.

O feito histórico de ontem foi a vitória do pólo aquático masculino. Derrotaram a Sérvia que, há 3 anos, não tem adversário no mundo. Muita emoção. Ah e teve o sexto lugar para Pedro Henrique na canoagem slalom. Melhor resultado da história do Brasil na modalidade.

Por fim, o vôlei feminino jogou como nunca e ganhou como sempre. Suspeito que o Zé Roberto é o melhor técnico do mundo de qualquer coisa. 

E a programação de hoje? 

10h - vôlei de praia
11h03 - judô (Rafael)
11h24 - judô (Mayra)
13h - Natação (e hoje tem 50m livre)
14h15 - basquete masculino (todo mundo chorando aidna do último jogo)
15h30 - basquete feminino
16h - Vai jade, Vai Rebeca, ginástica individual geral
16h40 - handebol masculino
22:35 - Vôlei masculino

e de noitão natação a dar no pau.

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