domingo, 7 de agosto de 2016

Garrafinhas Olímpicas 1

Foi um belo primeiro dia de Olimpíadas. Com aquela alegria e aquele desespero de sempre. Minha alegria nas Olimpíadas: um monte de coisa acontecendo ao mesmo tempo. Meu desespero nas Olimpíadas: esse monte de coisa acontecendo ao mesmo tempo. As mulheres no basquete não conseguiram vencer a Austrália, mas o time de vôlei de quadra passeou contra Camarões, o time de handebol venceu a equipe campeã mundial, teve vitória vôlei de praia. E a seleção feminina de futebol fez um jogo impecável. Além disso o mulherio também conseguiu uma posição inédita na esgrima, avançou no tênis de mesa, teve a guerreira Sarah no judô e Joana Maranhão na piscina, não interessa a posição, é sempre uma alegria. Além das mulheres do Brasil inspiradoras, teve feito inédito feminino: primeira medalha de uma atleta argentina. E teve, nas piscinas, a refugiada síria que salvou dezenas de pessoas. Eu disse que seria uma Olimpíada feminazi, não disse?



Na montanha-russa de emoções de um evento desse porte, onde o tempo parece passar diferente, a gente foi da alegria convulsiva na ginástica masculina, no choro aliviado de Diego Hypólito até a dor e frustração na queda com fratura do ginasta francês. Aliás, a ginástica masculina teve um número de quedas acentuado. E um feito inédito: a final por equipes.

E o de melhor pesquei na TL da minha amiga Rita: na partida de tênis de mesa feminino, a atleta brasileira estava perto de vencer a partida. O próximo saque era da adversária e a torcida começou a vaiar. A atleta não sacou, ficou irritada e tal. A atleta brasileira fez um sinal pra torcida parar e a torcida parou. No saque seguinte da adversária, silêncio e respeito. A brasileira venceu o jogo. O espírito olímpico venceu a competitividade agressiva e desrespeitosa.

Nós podemos aprender a ser melhores, eu acredito. 

PS. Nas redes sociais passeia a idéia de que quem tá curtindo a Olimpíada é uma direitista alienada. Pois tá.


Confesso que uma das coisas que faço quando começam lances como Copa, Olimpíadas e afins é ignorar grande parte das pessoas/postagens. Especialmente as militantes. Mas tem coisa que não dá pra evitar. Por isso, fica meu posicionamento: se você, amigo internauta, quer jogar futebol olímpica e profissionalmente, não jogue futebol como menino. Não jogue futebol como menina. Quem quer jogar futebol, devia jogar futebol com a porra de um atleta. Tipo, jogue futebol como um/uma jogador/a de futebol, caceta. Treine os fundamentos. Ganhe preparo físico. Entenda de tática. Aprimore seu posicionamento. Coisas assim. A questão da diferença futebol masculino/futebol feminino não está na qualidade técnica ou talento dos/das jogadores/jogadoras. 

Programação 07/08

09h45 – Ginástica feminina
10h - Vôlei de praia feminino
11h10 – Judô masculino (Chibana)
11h38 – Judô feminino (Érika Miranda)
11h35 – Vôlei Masculino
13h – Natação
14h15 – Basquete masculino
16h – Saltos ornamentais
16h40 – Handebol masculino
17h30 – Vôlei de praia masculino

22h – Futebol masculino

2 comentários:

Isa disse...

Meu, que lindo isso: "A atleta brasileira fez um sinal pra torcida parar e a torcida parou. No saque seguinte da adversária, silêncio e respeito. A brasileira venceu o jogo. O espírito olímpico venceu a competitividade agressiva e desrespeitosa." esse é um dos motivos pelos quais eu AMO os Jogos.

Marissa Rangel-Biddle disse...

Borbs, meu comentário sumiu, porém estarei por aqui hoje e quando eu voltar das feiras ;

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