quinta-feira, 19 de maio de 2016

Miudezas

Eu consigo ver beleza em muita coisa. Todos os lugares em que vivi ou por onde passeei. Em Tejuçuoca, gente. Mas tem dias que as coisas comovem mais. Quando você vai saindo do prédio de trabalho e a lua te pisca o olho, por exemplo.



Eu não sou de planos. Eu já falei aqui o que acontece quando eu faço planos. Mas, às vezes, os planos me fazem.  

Uma das coisas que gosto muito nesse negócio de dar aula: fazer avaliação da disciplina. Tem a coisa boa e narcísica dos elogios indiretos, claro. Mas eu gosto ainda mais daquelas sugestões inusitadas, das possibilidades que, sozinha, eu não aventaria. 

Recebi um Memorando da Universidade falando que agora temos que usar nos cabeçalhos sei que lá, sei que lá, Ministério da Educação e Cultura. Olha so, eu nem sou das burocracias, mas tô doida pra ter que fazer um documento qualquer só pra orgulhosamente DESOBEDECER.

Eu escrevo em livros. Eu grifo. Eu pinto de lápis. Eu dobro a ponta da página do livro. Eventualmente eu dobro a página do livro bem no meio. Eu abro o livro e deixo de cabeça pra baixo em cima da mesa, forçando a lombada. Eu empresto pra bater xerox. Eu ando com livros no porta malas do carro, quando o chão e o banco de trás já estão cheios de livros. Eu já amassei capas de livros (ok, foi sem querer). E quando eu disse que não era uma pessoa boa você nao acreditou, hein, hein. Daí lembrei desse post: Laço na Bunda.

Uma coisa que gosto muito: desenho animado (eu sei, não é o nome phynno, me deixa). Gosto dos desenhos da Disney (eu sei, eu sei, me deixa 2). É uma delícia esbarrar comigo mesma em outras referências, assim:



Eu comecei a escrever em blogs em 2009. Cheguei tarde. Cheguei voraz. Lia e comentava pelo menos em seis, sete blogs, diariamente. Até porque um dos blogs que eu mais amava tinha dez autores e eles escreviam, praticamente todos, todo dia. Então eu lia muito. Comentava muito. Foi nesse vai e vem nas caixinhas de comentários que fiz vínculos importantes. A Rita e a Joana, com quem publiquei um livro. A Raquel, primeiro abraço virtual que se tornou real. Das caixinhas pros abraços, aliás, já foi um tanto de gente, desse e do outro lado do mar. Aliás, quando atravessei o oceano, fiquei hospedada na casa de uma amiga que conheci em blog. E nem era meu nem dela. Ficamos amigas de caixinha. Aí as pessoas foram deixando os blogs. Fechando ou simplesmente deixando de escrever. Algumas transferiram as grandes ideias pras pequenas frases do twitter. Outras levaram para o chamego do FB. Eu fui ficando com fome. Eu fui sentindo falta, ficava dando refresh no FB pra ter uma coisinha qualquer pra ler. Desde ontem, o monstro que me habita, o monstro devorador de letras, ficou feliz. No primeiro dia de funcionamento da Central do Textão, li mais de 30 posts. Deixei comentários em pelo menos 10 deles (em alguns eu fiquei meio tímida, mas logo passa).Quem não conhece a Central do Textão devia dar um pulinho lá. E depois mandar um beijo agradecido pra Tina Lopes.

6 comentários:

Renata Lins disse...

A Dama e o Vagabundo versão com gente? O.o

Rita disse...

O mais lindo, neste momento, é a mesma lua piscando pra mim na janela. A mesma. Aff, que mundo lindo. Beijos. (Vamos publicar outro?)

Luciana Nepomuceno disse...

Já quero, Rita. Parece que esse negócio de tese vai terminar esse ano, então já podemos começar as negociações ;)

Tina Lopes disse...

Monstra! Para de dobrar páginas de livros que os teus eu sei que são bons!
(é trauma de quem trabalhou em biblioteca, dsclp MONSTRA)

Palavras Vagabundas disse...

Fui a Central e amei a ideia, só não sei como participar. Vou tentar voltar ao meu blog, pelo menos uma vez por semana, outra vez, rs... Como faz?
bjs

Juliana Vilela disse...

Também tenho andado pelos blogs, um tanto atrasada, mas já não fico rolando infinitamente a timeline do FB quando rola aqueles momentos de pausa no trabalho (e na vida) rs

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...