terça-feira, 3 de maio de 2016

Essa Tal Liberdade

E tem aquele pagode: o que é que eu vou fazer com essa tal liberdade? Não sei, viu. Dormir, provavelmente. Não consigo me concentrar o bastante pra ver filme, série, ler livro. Liberdade provisória, condicional, dá aquela ideia de que se está perdendo tempo. Fico sentindo que devia estar fazendo mais alguma coisa, mas eu não sei o que é. Eu não sei o que vem de lá. Sei o que não vem. Não vem parabéns. Não vem muito bem. Torço que venha um ok. Um vá-lá-se-é-só-isso-que-seja.

Reinventar a vida, sem a pressão, sem a paixão. Espaços a mais.

Porque as pessoas desaprenderam a dizer: obrigada, desculpe e até o bom e velho, não é você, sou eu e não vai dar?

Eu sou muito mais. Não é – apenas – arrogância. Eu me sinto escapando entre seus dedos. Empurrando as fronteiras dos seus sonhos. Atrapalhando o sono, ocupando a cama. Eu te canso com meus excessos. A risada é muito alta. A aposta é muito alta. Você propõe pequenas amarras e eu, eu quase. Uma dieta. Um horário. Um modelo. Uma relação. E eu, eu quase. Mas li whithman. Contenho multidões. E assim me fiz. Escapo. Escorro. Transbordo.

Uma coisa tão bonita: o verbo arrefecer.

Uma coisa tão gostosa: doce de buriti.

Uma coisa tão dolorida: o que não vai ser.



Eu queria da vida: um Mark Sloan como amigo. Por tantos motivos, mas especialmente por ele ser surpreendente. A primeira vez que ouvimos falar dele: fez sexo com a esposa do melhor amigo. Não parece muito favorável, né? E, no entanto, amizade é o que de melhor ele tem pra oferecer. Sabe ser divertido. Companheiro. Terno. Forte o bastante pra segurar a barra com o outro. Vulnerável a ponto de pedir aconchego, apoio, carinho. Ele se entrega todo. Inclusive sexo. Ele surpreende quando ensina e forma o Avery. Quando cria a filha com Callie e Arizona. Quando consola Addison. Quando apoia aquele melhor amigo do começo que ele soube reconquistar. E ele faz tudo isso sem deixar de ser quem ele é: uma pessoa com muita fome do bom da vida. Ele é estabanado, mas se há uma coisa que ele sabe é ouvir. E deixar livre. E ser livre. E, ao mesmo tempo, tão perto. Tão dentro. Queria, sim, um amigo que nem ele. Ser bonito assim, claro, seria um bônus.

Um comentário:

Lis Lemos disse...

Estou vendo uns episódios esporádicos aqui e estava pensando justamente isso: como eu queria um amigo como ele, como ele é um dos meus preferidos. Primeiro pq é um dos mais bonitos. Sim, sou rasa, categorizo assim msm. Segundo, pq ele é tudo isso que você descreveu. Ele é um amigo.

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