quinta-feira, 24 de março de 2016

Psicanálise Selvagem


Disse Lacan, ou alguém disse que ele disse e eu acreditei, que a perfeita histérica não tem sintoma e eu bem queria acreditar que eu sou assim, não sei bem se pelo apelo do perfeita ou do histérica.
 Mas a verdade é que eu tenho. Sintomas. Meu parque de diversão particular. Mas nem era disso, dos sintomas, que eu ia falar. Era de outro aspecto da minha neurose. Sou campeã do recalque. Tenho pouquíssimas e vagas lembranças da infância, muitas delas construídas sobre narrativas alheias ou álbum de retratos. E os sonhos, tadinhos, são esquecidos tão convenientemente que não é só que eu não lembre deles, quase sempre não lembro sequer de ter sonhado. Bom, durante a análise isso foi um pouquinho diferente. Muitas vezes, acho, lembrava dos sonhos para oferecê-los ao analista. Para tentar seduzir #bobinha.



Por isso me surpreendo – e me animo – quando lembro de algum sonho. Hoje, lembrei. Ontem a Fal postou essa imagem. Do moço da pochete. A pochete da pizza. Como na piada: rimos muito. Bom, eu ri. Pois bem, sonhei com a pochete. Eu estava viajando de carro (com a pochete no peito) para Lisboa, onde eu ia defender minha tese. Em dado momento eu percebia que precisava comprar pilha - porque o sistema de armazenamento que mantinha a pizza morna era movido a pilha. E no posto de gasolina com loja de conveniência não tinha pilha. Fuen. Eu ficava arrasada. Mas aí a vendedora - que de repente se transformava na Fal, ou sempre tinha sido a Fal e eu não tinha notado, me consolava dizendo que pizza fria é bom desde que o café seja quente #sabedoria. Aí eu saía da lojinha, mas o meu carro tinha sumido. Eu ia procurar o carro e encontrava um livro imenso (eu precisava ficar em pé em cima do livro pra poder lê-lo) e era um livro ilustrado. Uma das ilustrações era justamente o meu carro virando ilustração de um livro. Daí eu me deitava nas páginas e ficava esperando também me tornar uma ilustração mas aí a Fal saía da lojinha e dizia que minha história era muito ruim, que eu não ia entrar no livro agora, só se eu fizesse uma coisa heróica e me apresentava o Hércules (AHAHAHAH) e eu e ele íamos tomar um chopp. E acabou.
Interpretações na minha mesa, tempo na tela.

Mas, Luciana, e essa foto do Lacan no começo do post, é modiquê? Nada não, só gosto de olhar pra ele sem camisa mesmo...

2 comentários:

Juliana disse...

Que sonho maluco! hahahah

Gente, lacan era bonito assim?!

Renata Lins disse...

hahahaha li de novo e ri tudo de novo. que figura.

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