sábado, 13 de fevereiro de 2016

Muito pouco, quase nada

Comprovaram as ondas gravitacionais e tal. Falam um bocado em viagem no tempo. eu não queria viajar no tempo, mas um atalho no espaço era mais do que bem vindo nos fins de semana.

Tenho lido, em quantidade, como sempre. Talvez mais. Entretanto, é como se lesse nada ou quase nada. Não é que eu não goste de estudar. Livros de metodologia, sociologia, psicologia e várias gias afins são bem vindos. Mas sinto falta do tempo para os livros que não são “para alguma coisa”. Sinto falta de ler apenas pelo prazer que o ato me dá. Sinto falta dos autores novos e dos livros de sempre. Sinto que vou ficando pra trás. Que me perco. Vou perdendo as referências, os códigos, as esquinas. Todo mundo sabe, todo mundo diz que o tempo da tese é solitário. Ok. Pensava eu que era porquê ninguém mais pensa no que estamos pensando com a mesma intensidade, interesse e foco. E é isso também. Mas é muito menos pelo “onde estamos” do que pelo “onde não estamos”. Onde não vou, todos os livros que não leio, os filmes que não vejo, as cervejas que não bebo.

Preciso dizer que musicais - apesar do nome - não são sobre músicas. São sobre a possibilidade de um mundo em que estética e ética se entrelacem em felicidade (dupla breguice carpada)

Eu queria um pouco menos disso tudo e um pouco mais daquele muito pouco quase nada.




Todos os dias essa falta. Esse não na vida, na cama, no corpo. Todo dia o anseio. Não todo o dia. Nem mesmo por toda a noite. Há vida, livros, filmes, conversas e dores outras e risos outros. Mas todo dia essa vontade de mergulhar nos olhos mornos e dormir manso em pernas entrelaçadas.

Há coisas que não nos acontecem mas é como se. Ou ainda, nos acontecem por tabela. E eu não estava sabendo lidar. Ainda, talvez. Mas conseguir escrever e saber que quem lê, acolhe e permanece, que alívio que é.

Não tenho belezas pra dizer, mas insisto na língua.  

Porque bloggar éuma forma de manter a cabeça fora d'água.


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