quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Dos cemitérios



Não é o que não vai ser, mas o que eu não vou ser.

Aqueles emails que a gente escreve e envia, sabendo que vai se arrepender. Mais que isso, para se arrepender.

Uma dor e uma beleza: viver o possível.

Eu leio como quem se agarra a uma tábua em alto mar.

A vida não desiste de ser irônica (ou, sei lá, cabe aquela frase: são seus olhos). Acabei de saber que hoje é o dia dos Castelos. E eu aqui, implodindo os que fiz no ar.

Eu acredito em amanhãs. Só não tenho certeza que vale a pena estar neles.

Status: otimista como a Mathilde. 

Eu não sou aquela. Eu não estou lá. Não faz sentido me segurar nessa peinha. Respiro, busco aquela coragem e largo mão.

3 comentários:

Anônimo disse...

Gostei demais.

Anônimo disse...

A anônima sou eu, Tereza Melo.

Juju M. disse...

Coisa mais bonita, tanto que me vi. Saudades! Feliz 2016!

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