terça-feira, 14 de julho de 2015

Do Que de Mim Restaria

Tina, I love tu

Daí minha amiga disse: “tal e tal sua mudança, tal e tal dá pra sentir tua tristeza tal e tal”. E eu quis logo responder: tristeza? Que tristeza? eu não estou triste, ora. Mané tristeza. Mas deixei assentar. Fez pressão ali, do lado esquerdo.

E sim, eu estou triste. Estava com vergonha dessa tristeza? Talvez. Estava escondendo de todo mundo, até de mim, um tanto porque tenho pouca experiência em ser triste e outro tanto, acho, porque me parecia que estar triste por ir embora negava que estou feliz de voltar pro Nordeste.

E não é assim. Não precisa ser assim. Eu posso estar feliz de voltar pra meu trabalho, feliz por reencontrar minha família e amigos, feliz por ir à praia e comer caranguejo, feliz por acompanhar de mais perto o ano decisivo do Samuel, feliz pelo mercado, pela brisa do mar, por Mossoró, feliz por poder abraçar os buchos novos na família, feliz por refazer minha casa, feliz e, ao mesmo tempo, triste por ir embora.

Não é pouco o que me fará falta daqui. Uma Luciana que fica. Uma Luciana que vai morar em mim como registro, como sombra, como saudade, mas que já não será. Uma Luciana que morre. De quem eu gostava. Pois, há de ter alguém que chore por ela. Eu choro. E sigo, que vida é o que se pode sofrer. 

3 comentários:

Renata Lins disse...

Figura mesmo. Quer dizer que tu tava escondendo? No bolso, né. Pq no facebook é que não havia de ser. :)
Beijo grandão.
E acho que não tem jeito.
Há de ter sempre qualquer coisa que chora, como dizia ele.

Juliana disse...

Que lindeza!

meus instantes e momentos disse...

que bom voltar aqui...

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