terça-feira, 23 de junho de 2015

Dia de Tese

O meu amigo Paulo Candidodisse – e nem faz pouco tempo – que as teses são como salsichas, melhor não saber do que são feitas (ou algo bem parecido, todo mundo sabe que minha memória é uma peneira). E, claro, eu ri. E isso quase sempre é verdade. Mas não hoje. Não sobre essa de hoje. Sim, hoje é dia de tese. Eu deveria dizer dia de defesa de tese, mas acho que está mais para apresentação. Dia da tese da Liana Nobre. Sobre essa tese sei algumas coisas. Do que ela foi feita, sei um tanto. Essa tese foi feita de inteligência, leitura, coragem, solidão, disposição. Foi feita de suor, cansaço, noites em claro, artigos publicados, artigos partilhados. Uma tese feita de generosidade para ensinar aos amigos. Uma tese feita de viagens para aprender e trocar. Uma tese feita de silencioso doer. Uma tese feita de alegria indiscreta. Uma tese feita de ideias salientes e letras resistentes. Uma tese com números – e não só o das páginas (#PiadaInterna #GenteDeHumanas)  Uma tese feita ao mesmo tempo que se cria um filho, se vive um amor, planeja e dá aulas e ainda se oferece, generosa, à vida. Uma tese feita de novas amizades, de isolamento, de perseverança, de ligações de Skype, de raciocínio flexível. Uma tese feita de questões. De solitário elaborar. Uma tese feita de conhecimentos. Uma tese feita de saudades. Uma tese feita do melhor que há: uma tese feita de lianas. Hoje é dia de tese. Hoje é dia da sua tese, Liana, e eu não estou aí. Mas, daqui, fico meio rindo meio chorando, celebrando, admirando, torcendo, vibrando. Você fez e faz coisas incríveis, porque são coisas feitas de liana. A tese é sua, a festa é nossa, dos que te amamos, dos que sabemos do que essa tese foi feita. Te amo. Parabéns!


(hoje foi ontem)

Um comentário:

Majó disse...

:D Liana
espero que tenha corrido tudo bem!!!!
O meu dia da tese foi no ano passado 19 de março, identifico-me com o que dizes!
Mas encaro mais a tese como uma obra inacabada, a sensação quando a defendi, era a partir daquele dia deixava de ser minha e era passado!
O vazio que se segue é que é difícil de se gerir, de início pelo menos, parecia que me faltava qualquer coisa, que me tinham tirado ou perdera algo pelo caminho... mas depois aos poucos comecei a subir à superfície e a estabelecer novas rotinas!
Mas até hoje, ainda existe uma rotina que não voltei a exercer com o mesmo gosto, ou pelo menos com a mesma regularidade, que tinha antes de começar o mestrado... a leitura!
De leitora ávida, passei a casual! Tenho uma pilha de livros acumulada para ler e pouca vontade de lhes pegar!

Bjs e tudo de bom!
:D

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