quarta-feira, 1 de abril de 2015

Lá em Casa, Quem Sabe

Eu ontem falei das dificuldades de escolher. Mas o Cláudio bateu a real e disse que, né, caso de analista isso de deixar a decisão sobre a minha casa, meu lugar, na mão de outras pessoas. Eu quis responder com piadinha, dizer que sou tartaruga e minha casa é onde está meu coração, mas preferi ser honesta comigo mesma e espreitar o bem dentro de mim. Escrevi um monte pra ele. Um pouco do tanto, trouxe pra deixar aqui e me lembrar dessa eu que se olhou e pensou. Começo com o bule vermelho, claro. 



Tem umas coisas que sei. Umas pouquinhas. Um bule vermelho. Aliás, uma cozinha em vermelho. Uma prateleira com temperos na janela. Uma tinta magnética na horizontal pra colocar ímãs, receitas, minhas sardinhas e imagens engraçadinhas de comidinhas. Uma mesa redonda. Uma cadeira colorida, amarela talvez. Uma sala com poucas coisas. Um aparador delicado. Um forno grande. Quero um negócio de pendurar chapéus pra pendurar lenços. Uma luminária de chão. Um baú no pé da cama. Vidro. Potinhos de vidro com temperos. Vidros com sal, arroz, café, cereais. Um cesto de frutas. Uma cesta de piquenique com coisinhas saindo de dentro. Armários sem portas. Guarda-roupa sem portas. Tipo uma arara. Um negózi pendurado tão fofo que vi na foto e já coloquei aqui pra lembrar. Quero um vasinho na escada. Tenho taças, gosto delas, elas devem estar em algum lugar. E bebidas. No escritório, uma escrivaninha com cara de velhinha. Com gavetinhas. Dessas pequenas que só servem pra gente perder coisas. Eu quero uma casa que as pessoas queiram estar nela. Inclusive eu. Uma casa com jeito de abraço, sabe? 

Peguei do tumblr da Karen

No por enquanto do sonho, ficar uns dois meses na casa da irmã, pintar a casa e comprar uma cama, a geladeira e o fogão. Acho. Deixa as roupas na mala. Deixa as panelas empilhadas na pia. Empilha os livros no chão. O computador no colo. Coloca uns ímãs na geladeira pra fazer de conta que. Depois, devagar, o que for achando e for cabendo no bolso. 

2 comentários:

Claudio Luiz disse...

Vamos conversar. Do bule vermelho ao abraço.

Renata Lins disse...

Eu tenho uma jarra laranja. Linda, linda. Uma jarra de cerâmica laranja em degradé. Le Creusot. Presente da minha arquiteta cunhada.
Uso pouco: a função da jarra, que fica numa prateleira aberta, de madeira, é alegrar quem entra na cozinha com aquele flash laranjão. <3

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