sexta-feira, 24 de abril de 2015

Faxina

2015 não tem sido fácil. Muitas mortes, muito moralismo, machismo e tantos outros preconceitos dolorosos. Mas aqui, na minha conchinha, nem posso reclamar dos últimos dias, tenho entrevistas marcadas, tenho carinho, tenho um conjunto de panelas vermelhas me esperando.

O problema não é fazer más escolhas, como faço. É escolher o mesmo erro vezes seguidas, esperando resultados diferentes. #AQuestãoDosSalgadosFrios

Cantava a Simone: estou fora de mim, por aí, com você por dentro. Acrescento: e por fora. Como um abraço que se estende, visto suas roupas, me enrolo em seus lençóis, me encontro em sua casa.


Era um desses lembretes que a gente escreve a batom no espelho, em brasa na pele, com o dedo na areia da praia, em qualquer lugar, pra ficar ao alcance da mão, do olho, só pra garantir que não vai esquecer. Mas não adianta lembrar, na hora de doer, dói. 

Tem gente que faz faxina para dar uma mãozinha ao pensar, quase como um acerto: enquanto arrumo fora, você se arruma por dentro. Eu, não. Faço faxina para procrastinar ou para me consolar. Hoje limpei o blog. Façam suas apostas.


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