segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Anos

Em 2014 eu: amei, bebi cerveja, abracei amigos queridos, viajei com minha irmã, recebi meu filhote aqui, participei de amigo secreto pelo Skype, me desmanchei com as fotinhas dos sobrinhos no zapzap. Eu cozinhei. Em 2014 eu não sabia o que escrever, tive medo, chorei de solidão, chorei de cansaço, chorei de raiva, chorei de decepção. Chorei de tanto chorar. Eu comi pastel de nata, bacalhau e coloquei azeite na comida em níveis indecentes. Andei de ônibus, metro, avião, carro, barco, a pé. Comprei um livro com capa de madeira. Vi futebol. Um monte mesmo. Fui mimada. Apanhei castanhas – e as comi. Senti saudades. Cruzei o oceano. Trabalhei. E trabalhei, trabalhei e trabalhei mais. Escrevi textos, tirei fotos, fiz registros do transitório que são minhas pequenas âncoras. Estive em bares. Mares estiveram em mim. Ouvi música. Fiz e desfiz malas. Desfiz planos. Abri mão de certezas. E sorri. E ri. E gargalhei. Bem alto. Um ano de risos, é assim que ele permanece em mim.


Para o ano que vem, o pedido de sempre: mais. Mais eu. Mais risos. Mais feliz.





Já é quase 2015, né? Eu estou, em relação a 2015 como aquelas pessoas que se decepcionaram com o ano 2000 porque esperavam teletransporte, carros voadores e modo de viver Jetsons. Eu esperava que sexo e mulher fossem palavras cada vez mais próximas, mas pelo andar da carruagem vão entrando no ano que chega bem mais distantes do que começaram esse. Meus planos para 2015: continuar aproximando as tais palavras, ou seja, permanecer alienada pelo patriarcado.

Um comentário:

Marissa Rangel-Biddle disse...

Minha amora. Vivemos. Beijos

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