quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Velha Debaixo da Cama

Acaba tudo ao mesmo tempo: o dinheiro, o gás, a tinta da impressora, a validade do cartão de transporte, a paciência, as idéias, a preguiça de lavar os pratOPA, essa aí não acaba nunca.

Tem uma rede social nova e eu já estou gostando de lá. É simples e mesmo assim ainda não sei usar direito. Mas é arejada. Estou pensando em usar como quintal, terreiro, mais intimidade e riso.

Porque é madrugada, podiam ser seus dedos em minha pele, tua pele em meus dentes, teus dentes nas minhas coxas, tuas coxas nos meus pelos, teus pelos na minha língua, tua língua nos meus olhos, meus olhos e eu – perdidos.  

Suspeito que o amor é meio como o vírus da gripe. A gente chama pelo mesmo nome, tem sintomas parecidos a cada episódio, se protege com vitamina c e sei que lá... mas dada sua capacidade de mutação, é sempre novo e costuma nos pegar desprevenidos.  

Quando a tese não está andando vou pra cozinha, limpar ou cozinhar. Só quero dizer que, nesse minuto, tenho a pia, o chão e o fogão absolutamente impecáveis, brilhando e cheirando bem.



Exclusividade nos relacionamentos: não trabalhamos, Relacionamentos não precisam ser excludentes - os afetos não o são. Ter mais de um relacionamento afetivo-sexual não significa que um dos relacionamentos é insatisfatório (a não ser na medida em que TODOS são, porque ninguém completa ninguém completamente, aliás, nada o faz). Não há nada que um terceiro ou terceira possa "tirar" do meu relacionamento. Não me prejudica que meu moço beije, converse, faça sexo, acolha, aprenda, troque com outras pessoas. Só acrescenta à vida dele e, assim, à nossa. Da mesma forma, o que ofereço pra outras pessoas não é dele que estou tirando, não o estou privando de nada, estou vivendo o meu desejo. Posso amar várias pessoas, Eu amo. Tenho vários amigos e nenhum deles se sente menos querido porque tenho outros amigos. Porque o mesmo não pode rolar em relação às pessoas com quem faço sexo?

Uma coisa sobre mim: eu completo as frases das outras pessoas. Uma coisa sobre os portugueses: eles não gostam.

PS. A bem da verdade, não sei se gostar é o verbo adequado. Eles (e, claro, estou falando do limitado universo com quem interajo que pode ser uma amostra aleatória completamente equivocada) costumam se inquietar se a frase não sai exatamente com as palavras que desejam usar. Sabe como a gente usa, tranquilamente, "coisa", "negócio", "treco" substituindo qualquer ideia? Aqui, não. Nem um bom sinônimo serve, tem que ser aquela palavra precisa, "modus que" eles gaguejam e fazem intervalos no dizer e eu, ansiosa, ofereço alternativas. Ou seja, eu completo as frases. Eles não gostam 




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