quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Diário de Bordo: Outras Palavras

Um Novo Território

Escumalha, sandes, agarrado (viciado), tresandar, coisas lamechas, gosto imenso,sujidade, marado, elevar a fasquia, aluguer, morada, estaladiça, acidente de viação, uma conversa e peras, estou lixado, carta de condução, obrigadinha, pagar o copo d’água, ginásio (academia), bifana, prego, entremeada, imperial, pica-pau, aluguer, estufar os legumes, miradouros,navalheiras, percebes, santola, lavagantes, cêntimos, fixe, giro, entretanto, miúda, tartes, sumo, tostas, galão, se calhar, algures lá fora, pirosa, rabinho do bébe, estar numa alhada, sapo no buraco, puxar por ele, tenho saudades tuas na mesma, rata, coisas maradas, vou ter contigo, equipa, queca, não é mal,, lixar, parvo, natas ligeiras, apanhado (tipo surpreendido), malta, bibeirão, do priorio, ena, estupor, aperatalda, dar luta rijo que nem um pero recobro, porreiro, gajo, levar uma tampa, gaita (tipo "droga/merda"), está de pantanas.

Quem sabe mais palavrinhas?

Colaborações do Cláudio, Suzana e Creudênia: ficheiro, bilha, desculpe lá, estou a vir, sabe bem, tem piada, pouco vulgar, bairro de lata, fresca como uma alface, entrar na bicha, portagem, rotunda, rebuçado, penso, penso higiênico, verniz de unha, deitar o lixo, levantar dinheiro, maçaroca de milho, espiga de trigo,piropos, mandar umas bocas, beber uns copos, bica, um curto, sff, carioca de limão, doce de gila, morada/moradia, imperial/caneca/fino, pastel de caracol, sapatilhas (tênis), levantar a mesa,bestial, brutal, porreia, em grande, pastilha elástica, amaciador de roupa, amaciador de cabelo, lixivia, desodorizante, casa de banho, gaiato (criança, mais utilizado no Alentejo), melgas, nadador salvador, viatura da polícia, ligeiros, carrinha, camião (pesados), apontador (lapiseira), esferográfica (caneta), peões (pedestre), passadeira, mola de roupa, estendal de roupa e ter fornicoques da Elaine. E a Renata Lins lembrou: retrete e autoclismo. A Ana Regina trouxe: passado dos carretos, berma, putos, pontapé de canto, guarda-redes, mota d'água, tem uma lata!, pinga amor (ser um), ficar nas tintas,  e passar cartão (dá pra entender aqui). E o Reginaldo bem lembrou do: acabado de fazer. E a Carol destacou o uso interessante para pilas e durex.




Outros territórios, nem sempre inexplorados

Porque era noite e havia lua, ela apagou as luzes na casa e acendeu anseios. Porque era noite e havia sido dia, ela aceitou as dores nos ombros, o peso das pernas, o aperto no peito. Porque era ela, sua noite, fechou os olhos e se deixou escuridão. E sentiu. As sombras. A dor. A solidão. O desejo. Sentiu, mais e forte, o desejo. Porque era noite e seu peito ardia em desconhecidos, descalçou os medos e pisou o frio chão. Despiu-se como quem se arma e, nas sombras, adivinhou devastações. Porque era noite e ela era em coragens percorreu seus vazios.  Acolheu o tempo como um amante íntimo, não antecipou despedidas, não adiou desencontros. Abriu os olhos e se soube madrugada. Sorriu, leve, caíam-lhe bem as cores.


o riso diminui a cama, te contei? caminha cada vez mais miúda pra dormir aconchegada na cumplicidade.


Mais um texto fofo sobre aleitamento. Na vibe vamos essencializar as relações (porque o período do aleitamento é construtor de vínculos por causa do leite CLARO, não tem relação com o processo e valor social de cuidar e alimentar), padronizar o modelo de família (vamos falar de mamãe, papai e irmãozinho – no singular, CLARO, porque que sociedade é essa onde outras pessoas podem “se meter” e cuidar junto ou existem relações lésbicas ou gays, famílias maiores, etc – aí já é vandalismo) e sacralizar a maternidade (mas sem parecer antigo, CLARO que “pelo bem do bebê” é MUITO diferente de sofrer no paraíso). E não vamos esquecer que é um discurso todo voltado pras mamães classe média sudestina, CLARO, que outro tipo de mulher existe?


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