segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A vida é que nem o João, pe-de feijão

 Aquele momento em que o close nos olhos do Al Pacino te garantem toda uma vida futura de saudades.

Isso de olhos é um problema, a gente mergulha nos abismos alheios e depois é que lembra que não sabe se é pra voar ou nadar. E que, na verdade, não faz bem nenhuma das duas coisas.

E tem os olhos do Nino, né, aquele brilho que semeia uns desejos que eu insisto em arrancar, à unha, logo que começam a vicejar. Nem sei o que se vai junto das ervas daninhas, jardineira inábil.

Eu tinha esquecido o nu frontal em Um Domingo Qualquer #surpresasdivertidas

Eu nunca pensei que fosse gostar de torradeiras (se bem que, suspeito, o segredo desse sucesso é o pão).

Coisinhas que brilham: glitter, paetês, vaga-lume, estrelinhas, lantejoulas, cristais, desejo.


Quando o dia se estende. Quando a saudade se espalha. Quando o nunca mais assusta. Quando as páginas insistem em ficar em branco. Quando o silêncio machuca. Quando não basta. Eu faço feijão. Daquele, feijão rico com caldo grosso. Pra comer com farinha, cebola e cheiro verde. Que dá pra fazer capitão. Ou comer com um ovo "estrelado" em cima. Daquele que abraça por dentro. Daquele que dá um peso bom na barriga e lembra: viva. Daquele que faz a gente entender as canções do Vinícius. A vida é que nem o João, pe-de feijão.






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