sexta-feira, 25 de julho de 2014

Te amo, Negão!

Hoje ele é pai. É marido. É contabilista. Hoje ele é amigo de uma porção de gente que vai à casa dele pra rir e jogar e sentir-se acolhido. Hoje ele trabalha. Pedala. Cozinha. Faz até baião de feijão verde! Hoje é moço sabido que sabe das contas. Que sabe das coisas. Que sabe cuidar. Hoje ele é tanto e tudo que ele foi sendo eu amei e amo. Mas mesmo sendo tanto e tudo, pra mim, em mim, de vez em quando, ele é aquele menininho na motoquinha embaixo do carro que eu nunca sei se quero sacudir ou abraçar bem apertado por causa do susto. Ele é meu irmão.

Um irmão deve ter histórias pra contar e contá-las, de tal forma, que não nos dê vontade de sair de perto, de olhos e ouvidos arregalados, mas também nos incite a querer vivê-las, todas, de fato e logo. Um irmão deve incomodar, aperrear, implicar com a gente. E deve nos dar aquela sensação de que estamos bem e protegidas. Um irmão deve desbravar caminhos e, ao mesmo tempo, vir na retaguarda. Eu tenho o irmão que eu quero ter e que é justinho assim, entre outras coisas. Porque ele é lindo. Muito lindo. Meu irmão me faz rir.  Ele tem o pensamento mais rápido do Oeste. E do leste também. Ele cuida, sem parecer que. E é tão bom abraçá-lo, parece que estou chegando em casa, sempre. Não uma casa qualquer, mas aquela pela qual percorremos a estrada de tijolos dourados e batemos os sapatinhos vermelhos. Meu irmão sabe calar, quando preciso. E ele se lembra de tudo, sempre. Meu irmão não estava antes e, quando chegou, fez tudo que devia fazer: me enterneceu, irritou, animou, comoveu, chateou, conversou, amou. E avida me é muito mais querida porque com ele.

Te amo, Negão. Feliz Aniversário!


Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...