quarta-feira, 16 de julho de 2014

Silêncio

Status: cisco no olho.

Como um mágico que tira do chapéu o coelho que lá colocou, eu vivo o riso. De tanto insistir que sim, a gente inventa a alegria. Porque não pode inventar o amor?

A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” Desculpa, vida, mas tá faltando.


Aquele momento em que tudo parece estar no lugar antes da vida ser ela mesma, ou seja, “uma fábula, cheia de som e fúria significando nada”. Ou apenas: uma grande meleca. É ainda pior se ninguém tirou nosso retrato.

Se a gente pudesse só morrer, não é? Por querer. Deitar e dizer: vem. E ela viria, nos colocaria no colo e o frio que sentiríamos nem seria desconforto, pois ela nos cobriria com seu manto rubro e afagaria nosso cabelo com os dedos longos e sentiríamos sair sem que soubéssemos como - sangue, suor, lágrima, palavra? – os medos e os amores, as dores, saudades, alegrias, lembranças, os sentires, até que fôssemos um grande oco, até que não fôssemos mais a gente mesmo, até que não fôssemos mais. Fôssemos nada. Eu disse morte? Ia dizer silêncio.

É mais fácil sentir saudades. Ou apenas: nunca aprendi a escrever finais felizes.

Quando você descobre que aquela frase tosca pode muito bem ser verdadeira: vai doer mais em mim do que em você. 

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...