quinta-feira, 17 de julho de 2014

Rollo

Não tem Copa, mas tem Flamengo. Acordar de madrugada, ver em tela pequena com metade da imagem ocupada pela propaganda que insiste pra eu desabilitar o adblock. Ver passes errados, um monte de falta, a derrota, a lanterna e, mesmo assim, sentir um estranho conforto de quem reencontra um grande amor e dorme, enfim, no seu abraço.

Status: preciso de um novo mouse.

Eu tenho um enviesamento no peito, só pode. Estou vendo Vikings e o meu coração é do Rollo.

Rollo é aquele personagem que enfia o pé na jaca com tanto gosto, que flerta com a falta de honra, que protagoniza tantos furos na virtude que a gente saca logo que o autor criou pra servir de contraponto ao fodão. Fazer o quê, é do anti-fodão que eu gosto, vide Boromir. Daqueles que, uma hora ou outra, sucumbem, vulneráveis. Que eles caem, caem, mas que seja em cima de mim. Os mais humanos e, por isso, meus preferidos.

E, olha, que paciência ele tem. E amor. E coragem. E falta de noção. 

(é claro que com todo esse fraco pelo Rollo, ainda rio lembrando da Turma da Mônica)



“o fato de que a sede do saber seja o inconsciente”, leio e paro. Como um começo de parágrafo pode ter tantas implicações?

Por uma vida que cheire a especiarias. 

Do quanto eu sou mal acostumada: cabô mouse, eu lembrei que tem uma papelaria enorme aqui perto, fui lá: necas quipitibiriba. Ah, mas tem a loja chinesa que tem tudo no mundo, fui lá: não tem também. Mas, né, um mouse, deve ter no supermercado, setor de papelaria e tal: não mesmo. 

Sim, carrego arrependimentos. Poucos e leves. Como ter usado minha melhor dedicatória no livro que te dei.

Tem gente que algumas vezes confunde ficção e vida real. Eu não. Faço isso o tempo todo.

Está confirmado, haverá um amanhã.


Um comentário:

Fernando Amaral disse...

Fui lá correr na dedicatória. Entre um "ufa, que bom" e um "ai, que pena."

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