quinta-feira, 24 de julho de 2014

Ave César

Eu sempre dependi da delicadeza de estranhos talvez seja a frase mais triste – e verdadeira – de sempre.

Quando a pessoa tem apenas dois assuntos e você não tem absolutamente nada a dizer sobre nenhum deles.

Eu misturo alhos com bugalhos. Eu quero o bônus sem o ônus. Eu construo castelos no ar. Mas. Pois é, não tem mas. Sou esse saco de gatos mesmo.

Não é gostar mais. É gostar por mais tempo, acho.

Dessa fruta eu como até o caroço #TôMeGuardandoPraQuandoCarnavalChegar #SaudadesJamelão

Uma morte rápida ou uma longa agonia?

Imagina o tamanho da dor pra pessoa nem reparar que estava chorando.

Quando a gente não sabe o que fazer. Quando a gente sabe o que fazer, mas não quer. Quando a gente sabe e quer, mas não tem, por exemplo, grana ou tempo. Quando a gente sabe, quer, pode, mas tem medo de não segurar o tranco. Quando a gente não tem mais o que fazer. Quando, esse lugar onde moram meus fantasmas.



Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre”.

Ave, Ariano, os que vão morrer sem tua verve e pena, te saúdam.

Deve ser morrer, né, quando toda a existência dói e a gente não lembra direito como é que se respira.



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