sexta-feira, 20 de junho de 2014

Não Está Morto Quem Peleia

Por um mundo em que discutir idéias não seja rotulado de patrulha.

Não, "é a minha opinião" não é fórmula mágica que torna seu preconceito legítimo. 

Eu sinto um pouco de culpa por não sentir culpa de estar gostando tanto dessa Copa. Mas. Eu vejo o campeonato brasileiro todo ano. Eu vejo Libertadores. Eu acompanho pelo menos 3 ligas européias. Eu vejo Eurocopa. Eu vejo o Campeonato Africano. Eu vejo todos os jogos de eliminatórias que consigo. Vejo copa sub 20. Vejo a Copa São Paulo de Futebol Junior. Então eu reconheço que sou cúmplice e não é de safra recente.

Eu estou muito apaixonada. Copa, sua linda, fica comigo. Um beijo especial pra Álvaro Pereira e Serey Die. Não tá morto quem peleia.

Reflexões de intervalo: eu percebo a baixa periculosidade da minha vida quando lembro que nunca desejei vida longa azinimiga nem mandei beijinho no ombro pra ninguém (por outro lado, eu penso eu vários lugares mais legais pra dar beijinho que os ombros)

É bem fácil a gente acreditar que se nos acontece, se a gente se identifica, é assim que é. Pra todo mundo. Daí eu fico pensando que nem todo mundo teve uma pessoa sensata (oi, pai) pra dizer sem sutileza: o mundo não gira em torno do seu umbigo.

Vou bater a real: você não se torna uma mulher mais livre e independente se não sabe cozinhar e paga outra mulher pra fazer isso. Porque nós somos cada uma, mas somos também o coletivo, imaginário e simbólico. Ainda é uma mulher que tem que fazer o arroz.

Mais sobre a Copa: Tem muita gente condenando a mulher brasileira que está se jogando em cima dos estrangeiros. Concordo! Acho melhor a gente começar também a se jogar embaixo, no ladinho, etc.


Um dia, quando formos postais envelhecidos, fotos esquecidas em gavetas abarrotadas, um causo engraçadinho, um quadro removido da parede da memória, você vai entender, como quem lembra: eu fui feliz.

Ganhei da Tassia  <3 td="">

Eu não diria amor (tenho um pouco de medo das palavras, elas me dominam) mas certamente é uma festa no meu corpo.  

Acende a fogueira, enfeita o caminho, é sempre junho quando estou com você. 


Olha as coisas esquisitas que eu tenho pra lembrar. Eu gosto de como você pega a correspondência. Acho bonito o processo todo, você abre a porta do prédio, aquele seu chaveiro esquisito balançando uma coleção incrivelmente grande e organizada de chaves, você se abaixa e abre a caixinha do correio, pega tudo com a mão esquerda, e vai, em passos largos e distraídos, pro elevador. Não olha nada que leva na mão. Chega em casa, abre a porta, tira o casaco, guarda carteira e chaves e aí sim, concentrado, vai lendo por cima do óculos os remetentes. Gosto da forma como inclina a cabeça quando está interessado. Gosto como franze a testa e passa a mão livre no cabelo. Mesmo depois que nós formos um ontem, eu vou te escrever cartas, só pra te adivinhar. 

2 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Mila Lopes disse...

Olá, saudades deste espaço...Bom estar de volta...Bjs e ótimo fim de semana...
Mila Lopes
http://milallopes.blogspot.com.br/

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