domingo, 22 de junho de 2014

Ele, Passarinho (eu sei, eu sei)



Como o passarinho que veio espiar na janela. Ele me olha a olhá-lo. Eu, espantada. Ele, não sei, curioso talvez, inclina a cabeça pro lado e mexe lateralmente, vez ou outra, o corpo. Como o passarinho, eu disse: inesperado. Como o passarinho: bonito. Dá vontade de estender a mão, antecipo seu morno encostado em meu peito. Apesar do anseio, não faço nenhum movimento. Temo que ele se assuste. Que ele vá embora. Ficamos assim, como se brincássemos do siso. Não tem moral do história. Olhamo-nos. Quanto tempo? Não sei. Até a hora de querer um café. Quando voltei, já não havia passarinho. Havia o azul, a ausência também pode ser beleza.

Qual a chance da pessoa ficar meio altinha com dois lambruscos, um verde e um branco?

Eu vejo os hinos dos países na Copa e fico pensando na falta que faz um Lamartine Babo por aí.

A maravilhosa copa de todos os clichês.

Vou lembrar da gente assim: a palavra que eu quase disse, o carinho que eu quase fiz, o amor que eu quase senti. A saudade que sou.

E na Copa dos Quitutes, fui de frutos do mar:




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