sábado, 14 de junho de 2014

Docemente Ortográficos*

*porque a Babi me antecipa

É só que eu não tenho certeza se cabe. 

Tenho uma porção de pensamentos assim, excelentes pra me convencer de que um relacionamento fica melhor na saudade e na memória.

Status: aceitando ser amada não como eu quero ser amada, mas como a outra pessoa quer/sabe/pode amar. E gostando.

Quase tão bom como um jogo bem jogado é uma pelada daquelas estilo padaria: ataca em massa e defende em bolo.

Uma coisa é certa: chamou manifestante de bandido, tá fora do meu joguinho.

Teve jogo, teve noite dos namorados, teve lambrusco, cerveja e vinho #NãoTáTendoCopa mas #TáTendoVida.

Sentindo uma falta danada do Silvio Luis. O seu pertinente “e desandou a maionese” (entre outras expressões) anda servindo pra bem mais do que pra narrar futebol.

Eu ainda não entendi bem que mundo melhor é esse que vocês querem construir, mas já tenho a convicção que não é o mesmo que o meu. E não, não significa que eu acho meu mundo melhor, melhor que o seu (só suponho que o meu e o seu são melhores do que o que aí está e – vamos combinar – nem é tão difícil). Até porque eu não acredito em relações causais, em balança pra o viver, em régua pra justiça, em fórmula pras relações humanas, etc. Aliás, uma das poucas coisas em que acredito é: o como traz, em si, o quê (e a recíproca deveria ser verdadeira). Modus que no meu mundo melhor não dá pra chegar com dedos em riste, sarcasmo e superioridade moral. E, principalmente, não sem prazer.

Um romance ortográfico. Primero eram os três pontinhos: você gosta de mim...  era pra soar como uma pergunta, mas o sentimento era de convicção. Ele gostava, claro. Todos sempre gostaram, porque ele não? E vem o tempo, as noites acordados juntos, as noites dormidas em separado. O desassossego. O ponto de interrogação dando eco à angústia: você gosta de mim? Gosta? Gosta mesmo? Gosta quanto? Gosta porquê? Aquele vórtice no peito. E mais umas noites dormidas em conjunto, outras noites acordados em separado. E noites e dias juntos e separados se fazendo boas memórias. E aí o bom. E aí o conforto. E aí o gostoso. O certo. A certeza. Gosta. Gosta de mim. Você gosta de mim. E a melancolia. A frase afirmativa também tem um ponto: final. 

Lisboa resolveu que eu não preciso sentir falta de casa: oi, clima de Mossoró!



4 comentários:

Maycon disse...

meu mundo ideal é simples. Ninguém torra o saco de ninguém e tem café e torta de limão pra todo mundo

Renata Lins disse...

eu não entendi (pela 2a vez) a história aí desse mundo ideal. Mas a parte do dedo em riste eu bem concordo. (oi, Maycon, aí em cima! Saudade!)

Renata Lins disse...

eu não entendi (pela 2a vez) a história aí desse mundo ideal. Mas a parte do dedo em riste eu bem concordo. (oi, Maycon, aí em cima! Saudade!)

Maycon disse...

oi Re , aí em cima. saudade também

:D

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...