domingo, 15 de junho de 2014

Alucina

Não por acaso Luciana é anagrama de Alucina, né.

Eu gosto muito de você, mas estou aqui antecipando desculpas.

Sobre o viver: o que eu não sei, invento.

Durante uma partida de futebol: eu vejo o jogo. Eu vivo o jogo. Eu não converso, eu não desvio o olho, eu não faço nada (tá, eu bebo, mas se não tiver à mão, só reponho no intervalo). É bem perto de uma doença. Ou ainda, do que as pessoas sentem quando tão apaixonadas, né?

Podia ser um café, mas é um telefonema fazendo o peito morno.

Temperaturas acima de 30 graus e a rosácea já papocou no meu rosto todo.



Dizer “por acaso” pra designar algo que não é absolutamente aleatório, o encanto e o inusitado da outra língua portuguesa.

Andando em círculos pra ver se você me encontra.

Gosto de umas coisinhas simples, que parecem com o passado que nunca chegou a ser meu: calendário na cozinha, almofadas coloridas, um vasinho de alecrim na janela.

Essa sou eu, em direção a mim mesma, lendo todas as placas, mas sem nenhum senso de direção.

Um comentário:

Juju M. disse...

E o que é essa vida senão uma grande alucinação? É tudo inventado, então se avexe não.

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