quinta-feira, 26 de junho de 2014

Absolutos



Eu tento não cobrar coerência de mais ninguém. Só eu sei o tanto que me custa insistir em buscá-la.

Status: colecionando desilusões.

Eu tenho vários medinhos, desses que organizam a vida. E um enorme, daqueles que imobilizam: tenho medo de ficar cega. Esse temor era daqueles que me fazia temer o viver a seguir de. Até ontem. Ontem me fecharam os olhos durante uma partida de futebol e eu soube: se eu ficar cega, compro uma porção de dvds de futebol. Ficarei horas ouvindo as paixões, a empolgação, as jogadas que se farão imagens e sentir em mim. E como uma coisa puxa a outra, lembrei de um ótimo texto que li, pelas mãos da Renata Lins, sobre João Cabral de Mello Neto. Depois de várias lindezas o autor nos contava que quando o poeta foi ficando cego encontrava alguma alegria em ouvir jogos no rádio. Ainda tenho medo, mas é como flor na neve.

Você sente que tem alguma coisa solitária no ar quando aquelas pessoas de quem você andava esquecida voltam a frequentar seu RT.

Das verdades absolutas: 
"Se você me amar, eu sou
Se você me chamar, eu estou
Se quiser que eu seja não sou
Tudo que me mandar"


São nas pequenas coisinhas que eu ponho tento.

O que as pessoas condenam, o que elas perdoam, o quê e porquê justificam, se e quando amam . Nunca deixo de me surpreender. E, claro, vez em quando, de me decepcionar.




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