sexta-feira, 23 de maio de 2014

Viagem e Planejamento

Andei viajando com minha irmã. E foi bom, Nada, foi ótimo. E uma das coisas que colaborou – e muito - pra ser tudo ótimo foi: planejamento.

Planejamento de quê? Eita. De muita coisa. Não que a viagem não tivesse tempo e espaço pro improviso, pra devanear, pra mudar ordem, rumo. Tinha. Mas tinha também suporte e informação pra fazer isso. O que não planejamos? Por onde ir, o que comer, onde comer, que horas sair, que horas voltar. Não planejamos quanto tempo ficar em cada lugar, que fotos tiraríamos nem coisas assim. Algumas dessas íamos resolvendo no correr do dia, outras conversávamos sobre com a cabeça no travesseiro, na véspera.



Uns exemplos de como o planejamento nos ajudou? Localização. Em Paris, ficamos a 5 minutos – andando no meu passo descansado – da Gare de Lyon. Fácil pra ir e vir do aeroporto de transporte público, fácil pra ir aos pontos mais legais da cidade rapidinho, iluminado, seguro, bonito. Em Roma, nos hospedamos a menos de três minutos da Fontana di Trevi. Na Via del Tritone, dava pra ir a pé pra todo lado. E se preferisse ir de ônibus, bom, a praça com mil paradas era quase em frente (outros três minutos pro lado oposto). Em Florença, ficamos no pé da Ponte Vecchio. Em Veneza, estávamos a dois minutos da parada do Vaporetto San Marco Valaresso e a uns quatro minutos da Praça San Marco. Essas localizações nos permitiram poupar tempo de deslocamento e ir aos pontos de interesse a pé, vendo mais coisas legais no trajeto. Além disso, transmitiram a sensação de segurança (especialmente em Veneza), não tínhamos medo de nos perder e aí ficávamos na rua até mais tarde.



Outra coisa legal: pesquisar sobre as coisas mais interessantes da cidade e comprar antecipado os tickets praquelas que mexem com seu coração. Daí não ficamos de fora nem pegamos fila em locais como: Coliseu, Louvre, Galeria Uffizi, etc. E, em alguns casos, tivemos descontos (especialmente em Veneza, ganhamos mais museus do que os que queríamos, hohoho). Junto com isso, pesquisamos dicas. Não só o como fazer, mas como fazer da forma mais xxxx (complete com: rápida, divertida, eficaz, etc). Assim, por exemplo, pegamos a dica de fazer primeiro o circuito curto no Museu do Vaticano em direção à Capela Sistina. Foi ótimo: não tava lotada, pudemos sentar e apreciar e ainda estávamos serelepes e ligadas pra aproveitar o resto depois. Outra dica útil foi sobre as estações de trem em Pisa (a central não é a mais próxima das atrações) e sobre validar o bilhete antes de embarcar (conhecemos alguém que foi multada em 200 euros, tadinha). Também nos informamos (e adquirimos antecipadamente alguns) sobre os meios de transporte público em cada cidade, qual a forma mais barata de comprar os tickets, onde, quando, etc. 

Mais coisa que curtimos: planejar os horários de deslocamento de forma a aproveitar bem os tempos de checkout quando ficamos em hotéis (fizemos um mix, hotéis e apartamentos alugados via airbnb, foi ótimo alternar os estilos) e, ao mesmo tempo, sempre chegar à nova cidade em horário comercial, com luz natural, etc. Para viajantes mais experientes isso pode ser desnecessário, mas não somos tão desenroladas assim nem fluentes nas línguas locais. 

Dois comentários extras que não tem nada a ver com planejamento: (a) fiquei surpresa como mais e mais pessoas, nos lugares em que estivemos, tentam falar/ entender português. Eu não falo nada além de cearensês e minha irmã fala inglês, mas só se cutucarmos muito. Mesmo assim foi bem fácil nos comunicarmos em todos os lugares, (b) como eu amo mapa, mapa é raio, estrela e luar. O mapa de Florença, então, é maravilhoso, a cidade é miúda e ele retrata todas as ruas e vielas com exatidão. Só acho que o mapa de Siena devia vir em 3D pra gente fugir das imensas ladeiras.

Outro comentário extra: como os italianos são bonitos. E mais um: como as pessoas sabem ser generosas e acolhedoras e gentis. Fomos bem tratadas em todos os lugares. Um sorriso e tentar falar a língua local super ajuda #fikadika.

Se nós gostamos?


5 comentários:

Daniel Nascimento disse...

"O que não planejamos? Por onde ir, o que comer, onde comer, que horas sair, que horas voltar. Não planejamos quanto tempo ficar em cada lugar, que fotos tiraríamos nem coisas assim. Algumas dessas íamos resolvendo no correr do dia, outras conversávamos sobre com a cabeça no travesseiro, na véspera."

Quando o não planejamento é o melhor planejamento! :-)

Luciana Nepomuceno disse...

Daniel, eu sou uma pessoa que se acostuma fácil com coisas boas, de modos que sinto falta de viajar com vocês, assim, meio sem planejar.

Mônica disse...

Ah, eu sou bem assim! Viajo três vezes: nos preparativos, na viagem, e depois montando o album de fotos e contando os casos. E sou daquelas que trazem bilhete de metrô, mapinha, guardanapo de lanchonete, entrada de museu e depois cola tudo junto com as fotos. Amo amo!!!

Frank Furtado disse...

Foi tudo mais que ótimo!!!!!
Amo-te ainda mais depois de nossas aventuras!

Anônimo disse...

kkkkk - Ok que depois que a gente casa vira um só, mas assim tb foi demais...kkkkk

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